Jornal dos Desportos

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Opinio

Fazer melhor

07 de Novembro, 2017
A Selecção Nacional de andebol sénior masculina começou há cerca de uma semana, a preparar-se para o grande compromisso, que vai ser a presença em Janeiro no Campeonato Africano das Nações (CAN), com o palco no Gabão.
Depois de um honroso terceiro lugar, há quase dois anos no Egipto, o \"sete\" nacional esboça nova estratégia sob orientação técnica de Filipe Cruz, que regressa ao comando da equipa depois de falhar o Campeonato do Mundo de França, em Janeiro deste ano, altura em que a selecção esteve sob o comando de Alexandre Machado.
Com o objectivo de manter, ou na melhor das hipóteses, superar a última classificação, empreitada desde já complexa e muito difícil, diga-se de passagem, contudo, nada impossível de todo, a equipa trabalha com empenho e dedicação e augura superar-se a si mesma, quiçá, fazer história no \"africano\" do Gabão, não só para colocar-se num lugar mais acima no pódio, como voltar a estar presente no Mundial.
O grupo convocado tem experiência bastante, aliás, o chamado \"núcleo duro\" da Selecção Nacional está presente, deve ajudar os novos integrantes a entrosarem-se rapidamente nos fundamentos da equipa técnica, para que uns e outros estejam entrosados, e se verifique no final da preparação a homogeneidade em detrimento da heterogeneidade.
As angolanas vão imbuídas do espírito de vitória, para alcançarem o pódio e regressarem ao país, com uma das três medalhas na bagagem. Este, é o grande objectivo que norteia o grupo, que está na labuta diária.
Apesar de estar num grupos difícil, com o campeão em título, Egipto, o Marrocos, vice -campeão, RDC e Nigéria, nem por isso a Selecção Nacional vai virar a cara à luta.
O técnico reconhece que a empreitada é complicada, mas disse ser possível alcançar os objectivos, desde que haja condições indispensáveis à boa preparação.
As declarações do seleccionador nacional são de convicção, que o país uma vez mais entra em campo, para não deixar os créditos em mãos alheias.
O facto da direcção da Federação projectar um estágio, apesar do momento financeiro difícil que o país e as instituições de um modo geral atravessam, mostra que o \"staff\" liderado por Pedro Godinho não quer mera participação do país na competição.
Filipe Cruz valoriza o grupo que escolheu, acredita na qualidade e potencialidade. Espera-se, apenas, que a Federação de andebol faça a sua parte, crie as condições e que a selecção viaje para o estágio, no tempo programado.
s fé, que o grupo de \"eleitos\" dê confiança, com trabalho e espírito de abnegação pode com maior ou menor dificuldade atingir os objectivos a que se propõe atingir no Gabão, dentro de aproximadamente dois meses.
Espera-se, pois, que apesar do quilate dos adversários a enfrentar, sejamos uma vez mais capazes de mostrar que estamos em progressão, no andebol masculino.

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