Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Federao j trabalha

22 de Setembro, 2017
Estamos a três meses da tradicional corrida pedestre de fim de ano \"São Silvestre\", que sai sempre à rua a 31 de Dezembro, e foi bom saber do presidente da Federação Angolana de Atletismo que já há uma \"máquina organizativa\" em curso e que trabalha para que a prova volta a contar com a presença de corredores internacionais.
Com uma nova direcção no comando da federação, desde o ano passado, espera-se por inovações na prova maior do atletismo doméstico depois de em 2016 a corrida ter-se ficado apenas pela presença de atletas nacionais. O facto foi compreendido em virtude de os novos inquilinos, na altura, terem assumido a gestão da modalidade em pouco mais de um mês, o que era quase impossível exigir mudanças radicais.
Aliás, o momento difícil que o país vive com a crise económica e financeira, desde 2014, ajudou a perdoar a \"gafe\" da equipa comandada por Bernardo João, mas passado um ano a expectativa é de que a São Silvestre de 2017, que fará disputar a sua 62ª edição, volte a mobilizar a atenção dos prosélitos da modalidade e não só, como tem sido habitual no final de cada ano.
Ao contrário do ano passado, tudo indica que neste teremos o regresso de atletas estrangeiros, que acabam por dar uma outra dimensão à prova que já é uma tradição no nosso país. Ao afirmar que a federação está a trabalhar \"para ter de volta uma prova internacional\" é um claro sinal de que o elenco de Bernardo João quer corrigir tudo o que não esteve bem no passado.
Como que aproveitando o slogan da campanha do partido vencedor das eleições gerais de 23 de Agosto no país, MPLA, que pretende \"melhorar o que está bem e corrigir o que está mal\", a direcção da federação pode aproveitar o tempo que ainda tem pela frente para equacionar todas as medidas que visam devolver à corrida de fim de ano a dimensão que sempre teve.
O contexto económico e financeiro não ajuda muito, mas as parcerias e os patrocínios não deixaram de existir desde que a crise eclodiu em 2014. Com argúcia, trabalho e bons argumentos ainda continua a ser possível mobilizar pessoas colectivas e singulares que vêem no desporto um bom campo para negociar e também fazer filantropia.
Em termos organizativos, é importante que a federação melhore o processo de
inscrições, começando mais cedo e alargando os pontos na cidade capital, além de olhar no \"timing\" certo a questão do percurso, que todos os anos precisa de alguma melhoria no que toca o piso, a iluminação e a sinalização vertical e horizontal.
Uma outra questão que deverá merecer igualmente a atenção da organização é a melhoria da premiação, que no ano passado mereceu muitos comentários face aos cortes verificados em relação à edição anterior.

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