Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Festa da bola ao cesto

26 de Outubro, 2013
Desta vez, têm a honra de fazer a festa do desporto em solo angolano, pessoas com necessidades especiais. Trata-se, neste particular, a par de outros, de eventos que visam promover, incentivar e proporcionar às pessoas portadoras de deficiência não apenas a prática de actividades desportivas mas a sua inserção social com todos os benefícios, direitos e deveres que lhes são reconhecidos universalmente.

O Campeonato Africano de basquetebol em cadeiras de rodas é, pois, mais uma oportunidade de as pessoas com deficiência demonstrarem as suas capacidades e habilidades e também uma forma de evidenciarem que estão prontas e podem contribuir, apesar das limitações de ordem física ou outra, para o desenvolvimento multifacetado de qualquer sociedade, esperando desta um olhar descomplexado e a sua aceitação sem nenhum tipo de discriminação.

Angola tem sido um exemplo de promoção e expansão do desporto paralímpico em África, tendo merecido por esse trabalho o reconhecimento de outros países, que atribuíram a presidência do Comité Paralímpico Africano a Leonel da Rocha Pinto, presidente do Comité Paralímpico Angolano.

Foi em função da estratégia que tem adoptado, desde que assumiu a responsabilidade de definir a política do desporto paralímpico no continente africano, que Angola recebeu o convite para acolher este Campeonato Africano, quando o Egipto, país inicialmente indicado para organizar o evento, mostrou-se à última hora indisponível face à situação de instabilidade política que vive.

Rapidamente, em menos de um mês, o país mobilizou recursos humanos, financeiros e materiais e criou todas as condições indispensáveis para o êxito deste evento que hoje tem início. Para o efeito, reabilitou e adaptou infra-estruturas, adquiriu meios de transporte adequados, mobilizou diversos órgãos do Estado para a execução de tarefas específicas e convocou uma vez mais o público para o incondicional apoio.

Com o lançamento da bola ao ar hoje, os angolanos vão ter a oportunidade de presenciar, durante uma semana, mais uma festa desportiva e mais uma convivência entre “irmãos” do mesmo continente. Na quadra de jogo vamos poder observar a magia que os desportistas são capazes de fazer no basquetebol, vibrando com os dribles, os passes e os pontos de baixo da cesta ou partir da linha dos seis metros.

Como anfitrião, Angola quer subir ao pódio. Por aquilo que já fez nos campeonatos anteriores, tem capacidade para lá chegar, mas no desporto nem sempre o querer é poder. Portanto, mais do que a ambição de erguer a taça, o importante é que o país volte a deixar a marca da sua excelência organizativa e que o campeonato decorra sem quaisquer sobressaltos, dentro do maior espírito de “fair-play”.

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