Jornal dos Desportos

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Opinio

Fim anunciado

10 de Julho, 2014
Embora não fosse uma certeza, era quase previsível que o Brasil dificilmente chegava à final e venceria este Campeonato do Mundo que organiza pela segunda vez, depois de o ter feito em 1950, ou seja, há 64 anos. O seu desempenho na Taça das Confederações, no ano passado, que venceu sem convencer, e os jogos que disputou até à derrota com a Alemanha eram sintomáticos disso mesmo.Talvez não se esperasse que fosse afastado da forma como foi, com uma goleada humilhante que estarreceu por completo o país.

Perder para a Alemanha não era coisa de outro mundo até porque das equipas que chegaram às meias-finais a selecção europeia era uma das mais competitivas e candidatas ao título. O problema foi perder por uma margem abismal, por um resultado descomunal que passa a fazer parte dos registos históricos do Mundial, como uma das mais pesadas derrotas sofridas por uma selecção. Sete a um foi quase uma tragédia.Desta forma, o Brasil está fora da final e o sonho da conquista do tão almejado hexa fica para daqui a quatro anos, se as coisas até lá correrem melhor. O mundo inteiro esperava mais da selecção da casa, esperava por mais e melhor futebol e por mais e melhor desempenho dos seus jogadores. Não foi o que o país organizador mostrou desde o começo do campeonato, há quase um mês.

Quando se estreou a 12 de Junho frente à Croácia, apesar da vitória de 3-1, algo já dizia que dificilmente o Brasil chegava lá. A imprensa local e internacional, os "opinion makers" e o público fizeram comentários desfavoráveis à actuação dos brasileiros que neste jogo contaram com uma ajudazinha do árbitro japonês. Nos jogos seguintes as exibições nunca foram convincentes e a qualificação às fases posteriores da competição (oitavos, quartos e meias-finais) foram quase todas conseguidas com muito sofrimento.

A derrota de terça-feira e o consequente afastamento do Brasil da final do próximo domingo, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, foi como a crónica de uma morte anunciada. Talvez o que a maioria das pessoas não esperava era ver a selecção anfitriã a perder por números tão expressivos (7-1) e mostrar-se tão impotente ante um adversário com o qual tinha condições de discutir o passe para a final.Desta forma, o Brasil só se pode queixar de si mesmo, sobretudo da teimosia de um treinador que só teve ouvidos para si mesmo, ignorando conselhos que, eventualmente, podiam ter livrado a selecção desta humilhação mundial. Como consolo, resta ao Brasil jogar pelo terceiro lugar e fazer parte do pódio de um campeonato competitivo, muito bem organizado e que tem superado todas as expectativas.

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