Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fim da invencibilidade

14 de Julho, 2014
O Girabola já não tem qualquer equipa invicta. O Recreativo do Libolo, que conservava esse estatuto até antes da disputa da 18ª jornada, viu interrompida a sua invencibilidade após a derrota (1-2) de sábado diante do Petro de Luanda, que foi uma vez mais à vila de Calulo manter a tradição nos jogos entre si.Ao contrário do que fez no ano passado o campeão nacional, Kabuscorp, que só averbou a primeira e única derrota à passagem da 27ª jornada, o actual líder do Girabola não conseguiu igualar o registo da equipa do Palanca e sustentar por mais tempo a sua condição de invicto.Diante de um adversário que nunca conseguiu derrotar em sua casa, o emblema do Cuanza Sul voltou a ter no Petro de Luanda o seu grande carrasco.Além de os petrolíferos terem mantido a tradição de alguns anos - sempre que se deslocam a Calulo regressam com os três pontos - conseguiram pôr também um ponto final a essa ousadia dos libolenses que já incomodava muitos adversários.

Depois de ter passado incólume por todos, na primeira volta, o Recreativo do Libolo pretendia repetir a proeza neste segundo e decisivo turno do campeonato.A cada jornada era um desafio não apenas para o Libolo mas também para os seus adversários. Estes últimos estavam em disputa para ver quem ia ter a honra de infligir a primeira derrota à até então única equipa imbatível do Girabola. Desta vez não foi preciso arrastar a ansiedade por muito tempo. À terceira jornada da segunda volta, foi possível assistir à queda, ao quebrar a invencibilidade do representante do Cuanza Sul. Na 18ª jornada, o Recreativo do Libolo teve o primeiro tombo no campeonato.

Desta feita, a presente edição do Girabola já não tem qualquer equipa em condição diferente das outras, no quesito de derrotas. Umas com mais, outras com menos, a verdade é que as 16 formações já sentiram o travo amargo de perder os três pontos num jogo. O Recreativo do Libolo perdeu o seu primeiro jogo só agora mas pode, até ao desfecho da prova, acumular outras derrotas ou até mesmo terminar com apenas esta que lhe foi imposta pelo Petro de Luanda.O fim da invencibilidade do líder do Girabola acaba também por espevitar uma maior competitividade à prova, já que depois disso muitas outras equipas ganham motivação para seguir o exemplo do Petro de Luanda, procurando nas próximas jornadas forçar o Recreativo do Libolo a perder muito mais pontos. Mas, por agora, o que conta mesmo é que no Girabola já nenhuma equipa é imbatível.

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