Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fim do sonho

20 de Maio, 2016
O Sagrada Esperança tentou mas não conseguiu concretizar o sonho em realidade. A pretensão de chegar à fase de grupos da Taça da Confederação não passou disso mesmo, ou seja de um sonho que agora chegou ao fim.

O então sobrevivente angolano nas Afrotaças teve a oportunidade de decidir, em casa, a eliminatória que lhe daria acesso ao "grupo restrito" das equipas que vão lutar pelo título da prova, mas se deixando dominar pela ansiedade e também com alguma falta de sorte deixou fugir o pássaro, como soe dizer-se.

A desvantagem de 2-0 que trazia do jogo da primeira mão, na Tanzânia, acabou também por pesar nas contas finais, pois apesar de os angolanos terem vencido na quarta-feira os os tanzanianos do Young Africans, foram estes que passaram à fase seguinte, fruto da vantagem no cômputo dos jogos das duas mãos.

Apesar de ter lutado para um resultado que lhe permitisse continuar em prova, a verdade é que não foi suficiente o esforço feito pelos lundas, que se deram inclusive ao luxo de falhar uma grande penalidade que poderia, pelo menos, dar a igualdade na eliminatória e quiçá forçar a qualificação.

Surpreendido na primeira mão por um adversário que vinha das eliminatórias da Liga dos Campeões, com vitória de 2-0, este desaire do Sagrada Esperança acabou por deixar poucas margens ao representante angolano na Taça da Confederação e deixou a equipa tanzaniana motivada para ir ao Dundo discutir a eliminatória com muito mais convicção, mesmo jogar fora de casa.

Não se esperavam, por isso, facilidades para os angolanos no jogo da segunda mão, em que as possibilidades para atingir o objectivo eram remotas a julgar pelo resultado e histórico do Young Africans, detentor de 25 títulos a nível da competição do seu país.

Depois de um bom arranque nas eliminatórias, em que despachou três adversários, esperava-se que nesta eliminatória decisiva que as coisas continuassem a sorrir para a equipa no sentido de manter viva a Esperança da continuidade na competição.

Tal não veio a acontecer e a perspectiva de continuar a caminhada deixou de ser um facto. A vantagem de um golo conseguida ainda na primeira parte do jogo deu alguma esperança mas foi insuficiente para o desfecho favorável da eliminatória.

Tal como o Recreativo do Libolo, o Sagrada Esperança vai agora concentrar as atenções apenas para o campeonato (Girabola ZAP) e Taça de Angola, para tentar compensar este falhanço na prova africana onde o grande objectivo era fazer uma campanha muito mais conseguida.

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