Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Final antecipada

10 de Outubro, 2019
O V Campeonato Africano de futebol para amputados, que decorre na província de Benguela, entrou na fase crucial. As coisas começam a tomar posições concretas. Hoje jogam-se as meias-finais e Angola tem pela frente um jogo, que pode deixar indicações claras da sua sorte no torneio. Pois, defronta o campeão em título, Libéria, sendo que em caso de triunfo terá, a bem dizer, meio caminho andado para a consumação do seu objectivo.
Estando nas vestes de vice-campeão africano, mérito a que agrega ainda o título de campeão mundial, Angola, que pretende melhorar a classificação anterior, em caso de vitória sobre a Libéria, no jogo que mais não é, senão a final da edição passada, pode respirar de alívio e encarar o último jogo com menos pressão.
Claro está que seja a Nigéria ou a Tanzânia que venha a sair vencedor no outro confronto de hoje, será sempre um adversário a ter em conta, sendo verdade que equipa nenhuma terá vindo ao certame sem ambições, sem metas fixadas. Mas seja como for, não será o mesmo que jogar com quem detém o troféu e almeja como objectivo a sua revalidação.
De resto, estamos a dizer que Angola não deve facilitar no jogo desta tarde. Deve sim, encará-lo como uma final, embora se preveja uma enorme disputa, em face do que pretendem as duas selecções e da necessidade de se saldarem algumas contas, depois do que foi o desfecho da edição anterior, onde os angolanos viram escapar à tangente a sua primeira consagração.
Até aqui os jogos têm conhecido uma renhida disputa, pelo menos a julgar pelos resultados e pelos relatos, que chegam até nós por via de colegas no terreno, já que, por razões que escapam à nossa compreensão, o campeonato está privado de honras televisivas. Por tudo isso, apesar de Angola ter a obrigação de fazer valer a condição de anfitriã, na mesma podemos considerar o desafio de logo mais como de prognóstico reservado.
A condição de campeão mundial também exerce alguma pressão sobre a formação angolana. Em suma , são vários factores conjugados a seu favor e que deve, com maior ou menor dificuldade, procurar tirar proveito e chegar ao desiderato pelo qual trabalharam, duramente, durante a fase pré-competitiva e se esmeram agora na quadra do jogo.
Estamos na expectativa do que será o desfecho do jogo de logo mais e dai, quiçá, fazermos um juízo de valor mais exacto, sobre o que poderão ser então os derradeiros 50 minutos de um campeonato que, pelo menos até aqui, tem vindo a primar pela excelência, quer do ponto de vista competitivo, quer do ponto de vista da organização.

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