Jornal dos Desportos

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Opinio

Final de gigantes

03 de Maio, 2018
As equipas do 1º de Agosto e do Sport Libolo e Benfica são as finalistas da 34ª edição da Taça de Angola em basquetebol, cuja disputa do troféu está agendada para sábado, entre o pavilhão arena do Kilamba e o principal da Cidadela, como o palco do “trumunu”.
Quer militares como libolenses lograram para ganhar os jogos das meias-finais, deixaram pelo caminho, respectivamente, petrolíferos e aviadores com vitórias tanto na primeira como na segunda-mão.
Com muita coisa ainda por decidir com relação ao título de campeão nacional, a chegada das duas equipas à final da Taça de Angola, abre boas perspectivas a qualquer uma para a “dobradinha”, caso vençam igualmente o Unitel Basket.
Os militares estão nesta altura a demonstrar mais competitividade, em relação aos demais concorrentes, nomeadamente, liboloenses, petrolíferos e polícias, e por isso mesmo, estão em melhores condições de vencerem as duas provas e desse modo, garantirem um dos passes de acesso às competições africanas de clubes.
A tarefa não se afigura fácil, o Sport Libolo e Benfica almeja igualmente a conquista de maior número de troféus e títulos, e não entrega os que estão em disputa de mão beijada aos seus opositores. Os encarnados da vila de Calulo ocupam, nesta altura, a terceira posição e têm de fazer pela vida, se quiserem desalojar os agostinos da liderança.
O Unitel Basket entra na próxima semana numa nova etapa, com o início dos quartos -de -final. Significa, que até lá, a questão do título da Taça de Angola esteja reservada e este troféu só terá no campeonato nacional a hipótese de salvar a época.
Pelos desfechos registados nas meias-finais, perspectiva-se uma final da Taça de Angola equilibrada com ligeiro favoritismo do 1º de Agosto, que teve uma missão mais espinhosa para chegar à final, afastou o seu maior rival, o Petro de Luanda, com vitória de 83-75 na primeira -mão e 91-66 na segunda.
Quanto ao Sport Libolo e Benfica, apesar de cruzar com um adversário teoricamente mais acessível, também demonstrou condições de conquistar também a final, não obstante, a réplica que recebeu do ASA, no primeiro como no segundo jogo. A equipa tecnicamente orientada por Raul Duarte venceu, por 83-75 e por 86-85. Vê-se, claramente, o sufoco por que passou no jogo de decisão, em venceu por um ponto de diferença.
Conforme se disse, a probabilidade de ambas de fazerem a “dobradinha”, ou seja, conquistar o Unitel Basket e a Taça de Angola, militares e libolenses apostam tudo numa e noutra prova. Contudo, por aquilo que nos é dado a ver, até ao momento, nas hostes do Rio Seco o entusiasmo parece mais elevado.
Estamos em crer que nos espera uma grande final, a julgar pelo potencial das duas equipas, que têm tudo para uma vez mais, levarem os prosélitos da modalidade ao delírio.

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