Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Final interessante

18 de Julho, 2019
Um mês depois de fortes emoções vividas nos estádios e em outros espaços fora e longe dos centros de disputa, vamos ter, finalmente, amanhã dia 19, o cair do pano da XXXII edição do Campeonato Africano das Nações de futebol, organizado pelo Egipto.
Depois disto, a vida volta à normalidade, como uma casa que se reorganiza depois da folia. Afinal, futebol é uma festa, isenta de convites, em que cabem todos quantos se identificam como membros da família desportiva, sejam praticantes, dirigentes ou meros apreciadores.
Temos a certeza que para registo ficam Histórias interessantes para contar, porque os actores principais do torneio tudo fizeram, para que este, fosse consagrado como dos melhores campeonatos, a começar pelo número de participantes elevado de 16 para 24 equipas e tudo mais, que de bom ou de ruim despertou a atenção dos homens.
As selecções do Senegal e da Argélia têm o mérito de disputar a final, terão sido as equipas mais astutas, no universo de muitas que se apresentaram, à partida, como candidatas ao título. Amanhã, no Internacional Stadium do Cairo, vai haver à prova dos nove. A avidez já é enorme, quer de um, como de outro finalista.
O Senegal, indubitavelmente, é a selecção que mais está a crescer nos últimos tempos no futebol africano, basta para tal olhar para o registo das campanhas competitivas. De resto, vimo-lo destilar o perfume da sua classe, no último campeonato do mundo, que se disputou em 2018, na Rússia.
No entanto, não consta da lista dos campeões africanos. A melhor classificação que obteve no seu histórico de participações, em Copas Africanas, foi um segundo lugar que alcançou no campeonato de 2002, no Mali. Portanto, procura premiar aquilo que tem sido por último a vitalidade do seu futebol.
Enquanto isso, a Argélia inconformada com um título, que conquistou em 1990 quando recebeu a prova em casa, anda, também ela, à procura da sua segunda consagração. E, nunca esteve tão próxima disso, como agora. São estes elementos que prometem uma final disputada com alguma intensidade.
Para lá dos objectivos, de cada uma das equipas em campo, em disputa, também, está a”Lei da regionalidade”. O Magrebe procura equilíbrio numérico de títulos, cuja balança pende a favor dos países situados abaixo do Sahara. Não é sem razão, que depois de desqualificado o Egipto, o seu público mobilizou-se em apoio às outras selecções da região árabe. Aguardemos para ver....

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