Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Final renhida

12 de Junho, 2015
Vai animado o play-off do BIC Basket. Não há como não admitir que estamos a assistir a uma final empolgante, em que as equipas intervenientes têm sabido se revelar em adversários determinados e combativos. Prevalece o ora comandas tu ora comando eu. A faltarem agora dois jogos dos sete programados, o placard assinala 3-2 à favor do Recreativo do Libolo.

Apesar desta vantagem, nada, porém, garante que seja esta a equipa que no último dia poderá erguer o troféu. Pois, ao ritmo em que se disputa este play-off não fica fora de hipóteses o estabelecimento de uma outra igualdade no próximo jogo, e tudo ser decido no sétimo.

Libolo e Petro têm sabido mostrar a vitalidade do nosso basquetebol. A correlação de forças entre ambas só demonstra isso mesmo. A saída do quinto jogo nem o mais atento observador da "coisa desportiva" arriscaria um prognóstico quanto àquilo que pode vir a ser o desfecho da contenda. As duas equipas demonstram arte e engenho, e mais do que isso, bastante ambição.

O próximo jogo é de vida ou de morte. Pois, quem vai em vantagem irá procurar arrumar o assunto em definitivo, sob pena de se ver submetido a um sufoco, que bem pode evitar, no último confronto. E quem segue em desvantagem vai lutar com todas as armas ao seu dispor para evitar o fracasso antes do sétimo jogo.

Na verdade, está difícil prever o desfecho deste play-off, que está a ser, como soe dizer-se na linguagem desportiva, "imprópria para cardíacos". A turma do Cuanza Sul nas vestes de campeã nacional vê-se na obrigação de fazer valer este estatuto, o que passa necessariamente pela revalidação do título. Para tanto, não se tem poupado a esforços.

Por sua vez, os petrolíferos, que subiram pela última vez ao lugar dourado do pódio em 2011, julgam o tempo de jejum demasiado, e se acham diante de uma soberana oportunidade de quebrar o enguiço. É, enfim, este conjunto de factores que anima este play-off, que embala as equipas à luta titânica em busca das suas metas.

Mesmo que por alguma eventualidade as equipas não cheguem ao sétimo jogo, não haverá como não reconhecer que ambas souberam valorizar a final, pela forma estóica como se têm digladiado nas quatro linhas que delimitam o rectângulo de jogo, se equiparando na reacção, na atitude e nas oportunidades.

É desta forma que se disputam as grandes finais, em que no fim as equipas intervenientes terminam ambas vencedoras, porque mesmo aquele que venha ter a desdita de ver o troféu luzir em mãos do adversário, sairá pela porta grande, por não ter vendido a eliminação a baixo custo, mas sim ao preço de ouro, em face da resistência que soube oferecer.
A disputa está renhida. Vamos esperar pelo próximo jogo, que será uma espécie de semi-final, a ver como se arranjam as equipas. A ver se a saga termina por aí, ou arrastar-nos-á para um outro empate e consequentemente para o sétimo desafio. Vamos gerir as emoções até ao limite.

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