Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Finalistas de Cardiff

11 de Maio, 2017
Depois de uma maratona competitiva estafante, que envolveu os grandes da Europa, com jogos de encher a vista, a Liga dos Campeões de futebol chegou à meta final. Com a vitória de ontem, do Real Madrid sobre o Atlético também de Madrid, foi encontrado o emparceiramento da esperada final da prova.

Quando o calendário registar o dia 3 de Junho, vamos ter Real Madrid e Juventus na final, que este ano se disputa na cidade de Cardiff, no País de Gales.Na verdade, dê-se mérito a estas duas equipas, que vincaram a sua classe e determinação competitiva, deixaram para trás outras de peso que aspiravam chegar à meta.

Real Madrid e Juventus chegam até aqui, por se revelarem equipas mais adultas e astutas, lograram por mérito passar por todos os adversários que foram destinados por capricho do sorteio, até que se viram na condição de elevar mais alto a crença da possibilidade de consumar o objectivo.
Pelo caminho ficaram equipas consagradas, umas afastadas cedo, outras um pouco mais tarde, como consequência de alguma limitação competitiva resultante de estafa para algumas, e do momento menos bom para outras. Pois, esperava-se muito de determinadas equipas, que no entanto, acabaram por ser uma desilusão.

Seja como for, somos obrigados a admitir que independentemente dos desfechos desencontrados, tivemos um excelente torneio que ao longo do seu desenrolar teve a particularidade de animar as noites de todos quantos entendidos na linguagem do futebol, jamais se deram ao prazer de perder um jogo .Aliás, as equipas que fracassaram, tiveram de conformar-se com o desfecho, porque o quadro não podia ser outro. Podia não ser o Real e a Juventus na final, mas a história ia ter a mesma narração. Nunca seria diferente, porque em competição assim é, nem todos podem chegar à final ou à vitória, apenas os mais audazes.

Deste modo, Real Madrid e Juventus têm três semanas para trabalhar, naquilo que pode facilitar a empreitada do dia 3 de Junho.
Espera-se por uma final escaldante, entre duas equipas que costumam levar os amantes do futebol rendidos à sua classe, à sua exibição, e mais do que isso, ao brilho das suas estrelas.Às equipas que ficaram pelo caminho, uma palavra de consolo: não se deixem tomar pelo desânimo.

A competição é anual, aquilo que não foi possível em 2017, pode ser em 2018, é uma questão de aprimorar, de modo a encarar na próxima como fácil, aquilo que desta vez pareceu um bicho de sete cabeças.

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