Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fofocas no defeso

15 de Novembro, 2013
No 1º de Agosto, Daúto Faquirá adiou as férias para dar primazia à preparação da próxima época enquanto no Kabuscorp Bento Kangamba já escolheu Benguela como etapa inicial da preparação da equipa que vai representar, em 2014, o país na Liga dos Campeões.

As movimentações já são muitas para a data em que estamos. David Dias e Zeca Amaral, dois jovens técnicos que tiveram uma época nem tanto à terra e nem tanto ao céu, já decidiram os respectivos destinos. O primeiro, depois de muita fanfarra da direcção do clube que orientou nas últimas duas temporadas, vai começar um novo ciclo.

O Bravos do Maquis é o novo projecto que abraça. Talvez venha a encontrar melhores condições se atendermos a que entre sambilas e maquisardes os últimos são mais equipa, quer se fale do ponto de vista competitivo quer se fale do ponto de vista organizativo.

Por sua vez Zeca Amaral substitui Romeu Filemon no Benfica de Luanda, naquilo que vai ser o regresso a uma casa de que conhece os quatro cantos. Os encarnados de Luanda voltam a apostar num técnico nacional, na esperança, certamente, de tentar fazer melhor na próxima temporada, no campeonato nacional da primeira divisão ou na Taça de Angola, outra competição valiosa.

Na verdade, um clube precisa de estabilidade e de calculismo. Hoje em dia, qualquer negócio fica ameaçado sem apoio de uma estrutura sólida e coerente, baseando-se numa liderança forte e determinada. Assim, é incompreensível a pressa de alguns clubes na contratação e dispensa de jogadores.
Falamos do 1º de Agosto, que depois de uma época quase, quase regular, começou já a reestruturar o seu plantel, tendo na sequência desse processo dispensado os préstimos de Nzola Matumona, que foi, sem dúvida, uma das melhores unidades da equipa na temporada recém-terminada. Mas como são os treinadores que dão o aval para a contratação deste ou daquele jogador ninguém deve contestar.

Vamos esperar que todas as inovações que venham a ter lugar resultem realmente numa mais-valia a ver se a equipa consegue quebrar na próxima temporada o jejum que já enfrenta há alguns anos e que tem causado alguma inquietação à massa associativa do clube. O 1º de Agosto tem andado perto do sucesso, porque desde que conquistou o último titulo, já conseguiu ser vice-campeão em duas ocasiões.

No “eixo-viário” esperam-se grandes mexidas. Fala-se numa grande sangria. A estratégia está a ser bem concebida, já que o técnico José Dinis vai manter-se no leme. Vai ser ele a dar o aval para as saídas e contratações. Pensando no futuro e tendo consciência de que estamos num período fraco em termos financeiros, a supremacia vai para aqueles que melhor souberem engendrar um plano que obedeça ao princípio da vitória.

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