Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Fracasso assumido

23 de Abril, 2016
A Selecção Nacional de futsal regressa ao país vinda da África do Sul onde desfilou no Campeonato Africano, com fracasso na bagagem devido a participação descolorida, em que somou derrotas nos três jogos da primeira fase, que levaram ao seu afastamento da competição contrariando os objectivos que passavam pelo apuramento do conjunto ao Campeonato do Mundo, na Colômbia.

Um fracasso que nada teve de surpreendente. No desporto, como em tudo na vida, as vitórias e sucessos são preparados com antecedência, daí que a meta de chegar ao Mundial tinha de ter os devidos cuidados no trabalho de preparação, logo após à qualificação do conjunto nacional ao Campeonato Africano.

É certo que a actual conjuntura económica que o país vive, como a contenção de gastos levou a que nem tudo que foi planeado para essa campanha, como estágios pré-competitivos, pudesse ser seguido, mas isso por si só não serve para explicar a derrocada dos angolanos nessa prova continental.

Aos angolanos pode ter faltado maturidade e a própria experiência que se adquire com o desfile regular em competições do género e em contactos com equipas mais tarimbadas, habituadas a jogar à nível mundial.

A má prestação na África do Sul deve servir para internamente avaliar realisticamente o estado actual do futsal nacional, com programas de reajustamento para colocar a modalidade no caminho certo para o desenvolvimento.

Os jogadores angolanos deram o melhor de si para honrar as cores do país, com uma participação dignificante, mas nem sempre basta para que objectivos traçados sejam alcançados.

O órgão que dirige o futsal, na pessoa do seu vice-presidente que chefiou a caravana angolana no "Africano", que de viva voz assumiu o fracasso do seleccionado angolano, já deu a conhecer a realização no país de acções formativas e da elaboração de outros programas, para melhor preparar eventuais participações do país ao nível africano e mundial, o que não deixa de ser uma iniciativa a ter em conta.

Os nosso seleccionado teve todo o direito de sonhar, mas deve encarar a realidade. O futsal precisa de muito investimento para poder singrar. Dos erros cometidos nessa campanha deve-se tirar as devidas ilações e corrigidos em participações futuras.

A modalidade tem agora um novo desafio pela frente, que tem necessariamente de vencer, que passa por reajustamentos internos para que possa afirmar-se e criar bases para futuras participações internacionais exitosas.

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