Jornal dos Desportos

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Opinio

Futebol e a nova era

15 de Outubro, 2017
Muitas foram as denúncias feitas por agentes ligados ao futebol, casos de corrupção, com particular realce na arbitragem nacional, sem nunca serem do domínio público que chegassem aos órgãos de justiça.

Uma das denúncias, que mais abalou o país, foi a de Horácio Mosquito, na altura presidente do Recreativo da Caála, que acabou por ser sancionado pela Federação Angolana de Futebol.

Mais recentemente, veio à tona a revelação do treinador Zeca Amaral, do Bravos do Maquis, sobre o alegado envolvimento de uma equipa de arbitragem em casos de corrupção para beneficiar determinada equipa, um caso que também \"mexeu\" com o mundo do futebol.

Contudo, os recentes pronunciamentos do presidente da Federação Angolana de Futebol sobre a posição do organismo em relação aos homens do apito, com estes a serem punidos pela instância, abrem as portas para eventuais situações denunciadas que nunca vieram ao de cimo com o devido tratamento.

Em tempo de mais responsabilização dos gestores públicos, que devem ser levados a tribunal, como defende o Presidente João Lourenço nos casos de se verificarem infracções confirmadas, muitas são as vozes que adoptam o mesmo discurso e é dentro deste cenário que se enquadram os pronunciamentos de Artur de Almeida e Silva, quando promete meditas duras como o tribunal, e a irradiação aos árbitros e agentes desportivos envolvidos em casos de corrupção.

Em boa verdade, a falta de verdade desportiva é muito falada quando o desporto-rei é tema de discussão, por diversas vezes discutida em Encontros Nacionais da modalidade. Muitos males que afligem a modalidade são desnudados nesses encontros, muitas recomendações equacionadas e resoluções aprovadas, mas os problemas persistem.

O momento é de acção, e o futebol tal como as outras áreas do país, precisa de nova dinâmica, as instituições têm de ter a credibilidade necessária para reganhar a confiança dos cidadãos.

O aspecto competitivo do futebol não pode nem deve ser posto de parte, porque o país tem necessidade de uma competição interna forte, para que os resultados das nossas equipas e Selecções Nacionais deixem os níveis de mediocridade, ao mesmo tempo deve inverter-se a pirâmide desportiva no futebol, com a atenção necessária aos escalões mais baixos e na formação.

Passar das palavras à prática é um imperativo do momento, porque também no futebol \"é preciso corrigir o que está mal, e melhorar o que está bem\".

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