Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Futebol e o futuro

19 de Setembro, 2016
Mesmo sem ser a modalidade mais ganhadora, que dignifica o país a nível do continente, o futebol é a modalidade predilecta dos angolanos. Este pormenor é entendido até pelo Governo, que nunca se cansou de apoiar a Selecção Nacional, independentemente dos fiascos. A modalidade rainha é pois, das acções sociais que mais une a nação.

O poder do futebol de unir o país é observado, nos dias em que os Palancas Negras estão em acção, quer seja a nível interno como no exterior do país. Nesses dias, as fricções políticas, e clubistas são totalmente esquecidas. Num ambiente de mais de dezenas de milhares de pessoas como acontece nos Estádios onde actuem, nem dá para perceber as diferenças que às vezes nos dividem.

Entretanto, nos últimos anos, a qualidade do nosso futebol e consequentemente dos executantes baixou, consideravelmente. Para termos uma ideia, em 1997 Angola era a 50ª melhor selecção do Mundo. Hoje, está abaixo de países como Cabo Verde, Guiné Bissau, e outras, na vergonhosa 134ª posição.

É verdade que os tempos são outros, a realidade também. Mas estes números dão-nos uma valiosa lição. Sem querer identificar culpados, a clara regressão da qualidade do nosso futebol tem a ver, primeiro, com a falta de objectivos claros. Há indícios também de que o foco dos que gerem o futebol, é apenas um: participar em competições continentais, com interesses fundamentais de diversão.

Só assim pode justificar-se, que em 40 anos de independência, a Federação Angolana de Futebol trocasse de seleccionador mais de 30 vezes. Entretanto, todos os pormenores foram discutidos e já se identificou o problema do nosso futebol. Agora, a questão é encontrar soluções para se sair da situação menos boa em que o futebol se encontra.

O presidente da Republica deu o primeiro passo, ao incentivar a criação da Academia de Futebol de Angola, além de ser um dos grandes apoiantes dos Palancas Negras. Clubes como o 1º de Agosto, já produziu talentos como Gelson, Gogoró, Ary Papel e outros, o Petro de Luanda, de igual modo, com jogadores como o Carlinhos, Manguxi, Diógenes e demais, são grandes exemplos a seguir.

Falta-nos planos a médio e longo prazos, e homens competentes e capazes de cumprir com rigor os planos ou objectivos traçados para o futebol. Aliás, como o próprio Presidente da República admitiu no Congresso do seu partido, no passado mês de Agosto, que havia falta de rigor e de disciplina na execução dos planos, isto também afecta o mundo do desporto e do futebol em particular.

Está identificado o problema do futebol e as soluções também. Vamos passar para a prática, prestar a devida atenção às selecções actuais de Sub-20 e Sub-17, que com a inclusão de jogadores como Gelson, Carlinho e outros, comecem a formar uma selecção que nos volte a dar alegrias

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