Jornal dos Desportos

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Opinio

Futuro dos Palancas

10 de Dezembro, 2013
Todos os amantes do futebol e do desporto em geral aguardam com alguma ansiedade a declaração da FAF sobre o futuro técnico dos Palancas Negras. O silêncio do órgão reitor do futebol nacional está a preocupar os angolanos, que querem saber quem é o substituto de Gustavo Ferrín.
Depois do não apuramento para as fases finais do CHAN e do Mundial de 2014, sempre se pensou que a FAF fosse mais célere na solução do caso.

Isso não se verifica. A FAF fechou-se a sete chaves, situação que tem concorrido para que surja uma série de candidatos ao lugar deixado por Ferrín.É uma verdade que, a nível de selecções, não há nada em termos de competição. Isto não justifica que a FAF se mantenha fechada, silenciosa em relação a um assunto que interessa a toda a Nação. Um assunto que ultrapassa todo o seu elenco directivo.Cremos que Pedro Neto esteja a ponderar os prós e os contras do anúncio do futuro técnico dos Palancas Negras.

Ainda que se diga que não há nada programado em termos de competições, a indicação do substituto de Gustavo Ferrín justifica-se, face ao estado em que se encontra o nosso futebol a nível de selecções.Vários nomes são apontados para comandar os Palancas Negras. Oliveira Gonçalves, Zeca Amaral e Romeu Filemon estão na linha dos possíveis substitutos de Gustavo Ferrín. Todos eles já comandaram os Palancas Negras e, por isso, conhecem de cor e salteado os cantos da casa.

Outro nome também ventilado nos bastidores é o do português Bernardino Pedroto, que se desvinculou muito recentemente do Interclube. O brasileiro Joel Santana, que muito recentemente esteve no nosso país, não está descartado. Entre um e outro é fácil perceber que, em caso de votação, a maioria dos angolanos votava em Pedroto, por conhecer a realidade do nosso futebol.

A FAF tem toda a legitimidade de protelar o anúncio do nome do futuro técnico dos Palancas Negras. De anunciar na data que mais lhe convém. Contudo, deve ter em conta que todos os angolanos estão ansiosos em conhecer, o quanto antes, o seu nome. As críticas a este silêncio ecoam nos mais variados quadrantes da nossa sociedade. Era mais sensato que o presidente da FAF anunciasse o nome do futuro técnico da Selecção Nacional, acabando-se assim com todas as especulações que dominam este dossier.Não sabemos os reais motivos da demora na indicação do futuro técnico.

Imaginamos que este impasse tenha a ver com o estudo que a FAF está a fazer ao currículo dos possíveis técnicos. Não vemos outro motivo. Para vencer no futebol como em tudo na vida, é preciso contar à partida com duas coisas: sorte e talento. Mais importante ainda, na nossa opinião, torna-se indispensável estar bem preparado para que nada nos surpreenda, devendo adoptar-se sempre uma atitude onde se conjuguem, de uma forma clara, a confiança e o respeito.

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