Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Futuro garantido

07 de Novembro, 2019
No único jogo transmitido em hora que se pode considerar nobre, permitindo mais e maior assistência, não fomos felizes. A selecção nacional de Sub-17 perdeu, na terça-feira, diante da Coreia do Sul em jogo que contou para os oitavos-de-final do Campeonato do Mundo, que decorre na Republica Federativa do Brasil.
Tratando-se de fase a eliminar, o combinado nacional ficou afastado, deitando abaixo o sonho que tinha de ir um pouco mais além na prova, apesar do esforço que evidenciou ao longo dos 90 minutos para dar a volta ao resultado, que, entretanto, deve ser reconhecido e enaltecido por todos nós.
Mas em termos gerais, podemos aferir que a equipa teve uma prestação honrosa, noves fora o afastamento. Pois, acabou por surpreender na positiva. Atrevemo-nos mesmo a dizer, que nem a própria Federação Angolana de Futebol esperava por uma actuação tão fabulosa e tão conseguida.
Aliás, ao não ter acautelado o jogo da selecção de honras com a Gâmbia, para as qualificativas ao próximo campeonato do mundo ,diz tudo. Esperava-se que, pelo menos, até ao fim da fase de grupo, Pedro Gonçalves estaria já no país, para divulgar a convocatória e dar início à preparação. Má visão de cálculo, de uma instituição da sua idoneidade.
A selecção terminou a sua missão mundialista. Mas diga-se em abono da verdade, deixou muito boa impressão. Jogou futebol de toque bonito, mostrou ginga e deixou a ver a todos que tem prata suficiente, para garantir um futuro airoso e promissor para o futebol angolano, desde que venha a ser bem acompanhada.
De resto, não seria de estranhar se esta equipa fosse mais longe. Porque, na prática, mostrou futebol para tanto. Reage bem nas acções defensivas, na construção e armação de jogadas, assim como a atacar. Contra a Nova Zelândia e Canadá revelou-se uma fantástica máquina, com futebol de apurada qualidade técnica.
Mesmo nos jogos em que saiu vergada ao ónus da derrota, não saiu cabisbaixa, porque não foi dócil tão pouco maleável. Mostrou arte e engenho. Com o primeiro, acabou, a nosso ver, penalizada pela fadiga a meio da segunda metade do jogo, e no segundo por manifesta falta de sorte. Mas, pelo sim pelo não, ficou provado que temos diamante no terreno, precisando apenas da devida lapidação.

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