Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ganhar experincia

31 de Outubro, 2013
A IV edição do Campeonato Africano de Basquetebol em cadeira de rodas, que o país alberga desde o passado sábado, observa hoje a sua primeira pausa. Pausa apenas em termos competitivos, porque em termos organizativos não há paragens. Aproveitando a pausa, onde as equipas participantes vão procurar ganhar energia para o que resta da competição, a organização do Afrobasket vai realizar exames médicos aos árbitros e de tarde está marcada uma reunião entre o Comité Organizador e a Federação Internacional de Basquetebol em Cadeira de Rodas (IWBDS-África). Estas acções decorrem no Complexo da Cidadela. Em termos meramente competitivos, a Selecção Nacional ainda não saboreou o gosto da vitória.

Em quatro jogos, averbou outras tantas derrotas. Contudo, temos de reconhecer que, face à diferença competitiva que a separa das demais selecções, as derrotas são o testemunho da realidade desportiva angolana. Não temos capacidade para ombrear de igual para igual com as demais selecções. Esta é a pura verdade e temos de reconhecer.

Aliás, isto foi vincado pelo seleccionador nacional, Raúl Puna, depois da derrota diante da África do Sul. Falando a jornalistas no final da partida em que Angola perdeu com a África do Sul, por 35-83, ele justificou que o país precisa de apostar ainda mais no desporto adaptado para que os projectos de desenvolvimento do Comité Paralímpico tenham seguimento.

Raúl Puna disse ainda que os jogadores não executam determinados movimentos e sistemas de jogos em campo por se sentirem pressionados, e devido à ausência de jogos, comparado com os adversários. Depois da tempestade vem a bonança. Este é um velho provérbio que assenta perfeitamente no nosso “cinco” nacional. As derrotas servem para a nossa selecção tirar os dividendos necessários para que, no futuro, possa sonhar com as vitórias e com os títulos continentais. Em outros países há campeonatos regulares de basquetebol para cadeira de rodas.

Aliás, na África do Sul, os jogos são transmitidos directamente num canal televisivo via satélite. Isto, por si só, demonstra a importância que os responsáveis sul-africanos concedem à modalidade. A primazia da selecção da África do Sul no Afrobasket fala por si. Em quatro jogos averbou outras tantas vitórias. E com números expressivos.

Este campeonato deve servir para a nossa Selecção ganhar experiência e adquirir maturidade competitiva. As derrotas servem para isso. Num futuro muito próximo, podemos ombrear com as demais equipas e aspirarmos a vitórias. Angola tem uma equipa bastante jovem, com algumas falhas básicas, porque não tem ainda um campeonato regular e com a dinâmica necessária. Para conseguirmos atingir o topo no continente africano, temos de trabalhar muito mais e investir internamente. Com esta juventude, estamos em crer que o basquetebol angolano em cadeira de rodas pode atingir o topo no mais curto espaço de tempo. Não pode haver desânimo.

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