Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ganhar experincia

17 de Junho, 2016
Os resultados dos Palanquinhas na Taça Cosafa estão dentro das previsões, uma vez que competem com selecções mais fortes, com jogadores das equipas nacionais das selecções participantes.

A opção da FAF em colocar a selecção de sub-20 do nosso país a competir nessa competição foi o objectivo de dar mais rodagem aos nossos jogadores, sem muitas oportunidades para desfrutarem de jogos internacionais.

Angola está a competir para conseguir um lugar entre as equipas finalistas que disputam o CAN da categoria na Zâmbia, e teve boas prestações até ao momento. Beneficiou do facto do Tchad ter desistido das eliminatórias e suplantou o Gabão no cômputo dos dois jogos. Uma vitória de 3-0, nos Coqueiros, e uma derrota de 1-0, em casa do adversário, permite ao conjunto angolano disputar a última eliminatória com o Egipto, e todos os jogos são bem vindos para os nossos sub-20.

O sonho do CAN passa por vergar os "jovens faraós", uma empreitada que não se afigura fácil, dado o potencial do Egipto no contexto futebolístico continental, em que além dos títulos ao nível das honras, é também dos países que mais investe nos escalões mais novos, com um campeonato muito forte.

O conjunto angolano revelou muita ambição na eliminatória com o Gabão, mas mostrou ser algo perdulário, um aspecto que é necessário ultrapassar porque diante do Egipto as coisas serão naturalmente diferentes.

Daí que essa participação na Namíbia pode servir como um pré-estágio para o conjunto orientado por Samy Matias, quando se sabe que nos cofres do órgão reitor do futebol nacional não abundam dinheiros que possam proporcionar aos Palanquinhas uma preparação mais cuidada para a eliminatória derradeira.

A selecção angolana há muito que está ausente destas cimeiras continentais de sub-20. Reviver o momento em que pela primeira e única vez subiu ao trono com a conquista do CAN da Etiópia é algo que o futebol angolano precisa para que se comece de uma vez por todas com a revolução que ele precisa, com mais investimentos nos escalões mais baixos.

Na Taça Cosafa os Palanquinhas estão, pois, a ganhar rodagem e experiência para a decisão de uma eliminatória que os pode levar ao convívio das melhores selecções do continente na categoria de sub-20, e por isso os resultados até agora conseguidos têm pouca relevância, tendo em conta o propósito que os levou a disputar a prova em substituição da selecção principal que, em termos de objectivos para os próximos tempos, tem apenas que cumprir calendário nas eliminatórias para a fase final do CAN do Gabão, sem hipóteses de lá chegar, arredada que está, também das eliminatórias para o Mundial da Rússia de 2018.

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