Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Garotos audazes

06 de Julho, 2017
A vela angolana volta a estar na boca do mundo, pela positiva, após os jovens velejadores de optimist revalidarem o título africano para o país, na competição que teve o Egipto como palco da consagração dos angolanos, e cujas competições têm os encerramentos previstos para hoje.

Um triunfo que se renova, após a conquista no último campeonato que teve como sede Angola, e que apenas confirma a forma audaz como o órgão reitor da modalidade soube tirar proveito das potencialidades dos atletas e da condições naturais que o país tem, muitas vezes em condições adversas.

Em boa verdade, a natureza foi magnânima com os angolanos no que concerne às condições naturais para a prática dos desportos náuticos, pois, deu ao país uma imensa costa marítima onde se praticam os mais diversos desportos aquáticos.

Daí, não constituir surpresa, o facto de tanto os jovens velejadores, assim como outros desportistas ligados ao mar, obterem títulos continentais e mundiais, como já foi o caso dos nossos pescadores.

Desde há muito, que as potencialidades dos velejadores são expostas com êxito nos mais diversos eventos desportivos em que o país participa, e agora em Alexandria na competição por equipas, Angola confirmou a supremacia, uma vez que na prova que organizou, deu provas do que podia fazer em edições futuras.

Ainda assim, o percurso da vela nem sempre deslizou em águas calmas, nem sempre houve compreensão necessária para acompanhar as potencialidades dos jovens atletas que surgem quase todos os anos, e sempre com a mesma perseverança. A Ilha de Luanda é desde sempre um viveiro de talentos para a modalidade, e os resultados que os atletas alcançam devem suscitar melhor entendimento por parte de quem de direito para os problemas que afligem atletas e clubes, numa palavra a própria modalidade.

A vela também é um embaixador do país além -fronteiras, e os resultados que os nossos atletas alcançam nas diversas competições internacionais, não deixam margens para erros, quanto ao potencial existente.

As águas douradas de Alexandria serviram para a consagração dos angolanos, nas provas que serviram para mostrar o domínio na competição por equipas.

E, o país agradece, pois.

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