Jornal dos Desportos

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Opinio

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24 de Dezembro, 2013
A FAF, particularmente o seu presidente, vive de um tempo a esta parte uma certa pressão pelo facto de estar a levar algum tempo para indicar um novo seleccionador nacional para os Palancas Negras, depois da rescisão com o técnico uruguaio Gustavo Ferrín.

Os sócios e adeptos e a imprensa exercem essa pressão, cada um a sua maneira, podendo com isso influenciar a tomada de decisão do órgão reitor do futebol no país, embora Pedro Neto, o número um da FAF, já tenha vindo a terreiro dizer que não vai ceder a qualquer tipo de pressão. Os sócios e adeptos querem ver a sua equipa a ganhar sempre e manifestam-se quando os resultados não lhes agradam.

A imprensa tem o papel crítico de avaliação positiva ou negativa das coisas, fazendo o papel de fiscalizador das diversas situações que ocorrem com a equipa de todos nós, neste caso particular. Sendo comum no futebol haver sempre alguma pressão sobre os vários agentes, jogadores, técnicos e dirigentes, foi bom ouvir o discurso do presidente da FAF a propósito do “caso” seleccionador nacional.

Pedro Neto demonstrou que está calmo e sereno e apelou à calma dos amantes do futebol nacional e dos Palancas Negras, em particular, pois nesta altura, como disse, é preciso agir com a cabeça e não com o coração.

“Além de toda a pressão que estou a sofrer para divulgar o nome do treinador, entendo que os dirigentes não devem ter apenas coração, devem ter cabeça, raciocinar no interesse das vantagens que a FAF pode tirar do ponto de vista financeiro”, disse. Ao que parece, a pressão dos sócios e adeptos, assim como da imprensa, não vai levar o homem forte da FAF a precipitar-se na complexa tomada de decisão que tem pela frente, e ainda bem que assim é, porque o assunto merece a devida ponderação, a fim de se fazer uma escolha acertada.

No que toca a escolhas, Pedro Neto também já tem uma ideia, estando inclinado para a indicação de técnico nacional, como é desejo da esmagadora maioria dos angolanos, pressupondo isso o respeito deste dirigente pela vontade de grande parte dos adeptos do futebol, e não só. “A minha tendência é para a nossa praça, mas se porventura não conseguirmos gizar de boa maneira, vamos buscar um treinador que seja competente.”

Pedro Neto está a demonstrar tacto no modo de lidar com a pressão, não se deixando levar por conversas nem por influências externas. Aos adeptos do futebol pede-se um pouco mais de paciência, pois a gestão da pressão exige inteligência e nunca emoção, e no caso do desporto e do futebol, em particular, muito mais ainda, sob pena de decisões incoerentes ou injustas.

O nome do futuro seleccionador nacional vai ser anunciado em momento oportuno. Tal como disse o presidente do Kabuscorp do Palanca, Bento Kangamba, em entrevista à “Rádio Cinco”, no domingo, deixemos os dirigentes da FAF trabalhar à vontade para que encontrem a pessoa certa e que esta possa voltar a fazer dos Palancas Negras uma selecção ganhadora em África, como já o foi noutros tempos. Haja paciência e respeito pelas decisões que forem tomadas.

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