Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Gerir com responsabilidade

04 de Dezembro, 2015
A probabilidade da equipa do FC Bravos do Maquis vir a ser extinta tem sido motivo de preocupação e repulsa de muitos agentes do nosso futebol. Apesar de se tratar de uma equipa de província, a situação não deixa de ser um mau testemunho para o futebol angolano.

O número um da Federação Angolana de Futebol não está isento deste grupo de individualidades e expressou a sua opinião do porque é que situações idênticas acontecem e nós corroboramos plenamente com o seu ponto de vista.

situações quase parecidas já aconteceram por diversas vezes ao longo dos últimos anos no nosso principal campeonato, com equipas que tudo fazem para estarem entre as melhores do país na disputa do Girabola, para depois de meia dúzia de jornadas anunciarem fraqueza financeira para continuar no campeonato.

Atitudes do género têm sido veementemente reprovadas por toda a família do futebol nacional, mas a verdade é que muitos dirigentes desportivos continuam a enveredar por esta prática enganosa com fins que pelos vistos nem eles próprios sabem. Entretanto, com todo respeito que devemos aos homens que dirigem o nosso desporto, somos obrigados a concluir que em tais situações há uma clara falta de responsabilidade.

Queremos lembrar a tais dirigentes de um antigo provérbio dos hebreus que diz:"Quem de vós querendo construir uma torre não se assenta primeiro para ver se tem o bastante para completá-la? Se não, talvez comece mas não a possa concluir e todos os espectadores comecem a ridicularizá-lo".

Este provérbio mostra claramente as consequências de não se fazer os cálculos correctos antes de se avançar para uma empreitada tão séria como é a de colocar e manter uma equipa na primeira divisão. A intenção até pode ser boa. Mas como consequências, uma província irá ficar privada de uma das suas principais recreações, dezenas de homens e suas famílias ficarão sem o pão de cada dia, garotos em idade escolar poderão não estudar e até alguns lares poderão ser desfeitos.

Portanto, tendo em mente as consequências que advêm da falta de responsabilidade na gestão de um clube, apelamos aos dirigentes desportivos que usem de bom senso na gestão dos seus clubes por serem realistas e verem até que ponto podem chegar. Acima de tudo somos de opinião que o órgão que rege o nosso futebol deveria tomar medidas que dissuadissem tais aventuras, que poderiam passar por punir exemplarmente os prevaricadores.

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