Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Girabola espreita

02 de Fevereiro, 2014
Oxalá, não seja apenas uma perspectiva, mas um facto concreto, porque, depois daquilo a que assistimos em 2013, em termos competitivos, não se pode esperar um desempenho contrário das equipas esta época. Aliás, os discursos de atletas, técnicos e dirigentes convergem no mesmo sentido: melhorar a prestação da edição anterior.

Mesmo que isso dê a sensação de ser um discurso óbvio, pois essa deve ser sempre a divisa geral de quem está numa competição, acaba por deixar no ar uma ideia genérica do tipo de competição que poderemos ter. No que ao título diz respeito, é certo que não entram para as contas todas as 16 equipas, mas anima todos o facto de sabermos que não vamos ter apenas os tradicionais três ou cinco candidatos de sempre.

O 1º de Agosto, segundo classificado do último Girabola, já definiu como objectivo principal para o próximo Girabola fazer melhor, e fazer melhor para quem tem investido fortemente no seu plantel subentende o que todos sabemos. E já aqui dissemos que se trata de uma aposta tão ambiciosa quanto legítima, por tudo quanto a equipa do Rio-Seco tem vindo a fazer. Este é, seguramente, um que vai juntar-se ao restrito grupo dos chamados crónicos ou candidatos naturais. Os outros são Petro de Luanda, Interclube, Recreativo do Libolo e agora também o Kabuscorp, não obstante existirem por detrás deste grupo outras equipas que possam, surpreendentemente, atirar-se a essa “aventura”.

O grosso dos clubes aposta em superar a prestação obtida na época transacta, pressupondo a subida de mais um ou dois lugares na tabela classificativa. Mas este posicionamento, voltamos a frisar, é muito abstracto, permitindo, por isso, inferir que, por detrás dessa definição pode estar algo mais concreto, como a indicação de uma aspiração maior.Os dois jogos da Supertaça, embora não venham dar-nos uma perspectiva geral do que pode vir a ser o Girabola’2013, acreditamos que nos vão permitir de alguma forma ou doutra, uma pequena amostra do estado competitivo de duas equipas que carregam grandes ambições para a competição, sendo uma campeã nacional e a outra vencedora da taça de Angola e ao mesmo tempo eterna candidata há muito mergulhada no jejum.

Este mês começa a rolar a bola e estamos em crer que, pelos investimentos feitos na pré-época, contratações, estágios e organização administrativa, vamos voltar a ter um campeonato cheio de emoções do princípio ao fim, em que esperamos que o título venha a ser decidido nas derradeiras jornadas, a exemplo do que aconteceu em 2011, quando Libolo e Kabuscorp se bateram pelo mesmo objectivo até aos derradeiros 90 minutos.

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