Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Girabola espreita

15 de Agosto, 2019
Vem aí o Girabola, o nosso apetecível campeonato nacional de futebol da primeira divisão. Paira no ar alguma expectativa, por parte dos seus principais consumidores, tenham os defeitos que tiverem, tenham as virtudes que tiverem, tenham o cortejo de problemas administrativos que tiverem. Afinal, em 49 anos de percurso fez a sua História e conquistou os seus amantes.
A nível das equipas acertam-se os detalhes finais, tanto do ponto de vista técnico, como do ponto de vista administrativo, para que as coisas corram de feição, ainda que a muralha de dificuldades esteja sempre erguida no caminho, feito um dique desencorajador. Encarar a prova com um menor índice de dificuldades, constitui, indubitavelmente, o objectivo de todos os clubes participantes.
É evidente, que o grau de dificuldades nunca é o mesmo, em relação a todas as equipas. Existem aquelas com saúde financeira inquestionável, outras que não nadam em dinheiro, porém, conseguem com algum exercício suplementar distanciar-se dos tentáculos da crise e outras ainda, sabe Deus como se aguentam durante longas e exigentes 30 jornadas.
Estas últimas, é que tiram o sono à própria Federação Angolana de Futebol, enquanto entidade organizadora do campeonato. Até parece que arriscam, que entram para o desafio com o pouco de que dispõem, para a qualquer altura soltar o grito de socorro, com ameaças de desistência de permeio. Este é, realmente, um factor que tem inquietado e de que maneira, o órgão reitor do futebol nacional.
Por exemplo, a prova arranca com problemas, depois do Benfica do Lubango comunicar à FAF a intenção de não participar, por dificuldades financeiras, para dias depois dar o dito por não dito. Entretanto, a FAF tinha encontrado uma alternativa para suprir a desistência dos encarnados do Lubango. Logo, seria uma desonra à alternância, voltar a inserir quem já se manifestou em retirada.
Até aqui, pensamos que a Federação está coberta de razão. Pois, a equipa podia iniciar a prova e ao chegar à metade de primeira volta, surgir, novamente, com o mesmo discurso. Além do mais, o Wiliete Sport Clube de Benguela que é a equipa que veio em substituição, estava em preparação para a competição e com a programação traçada.
Esperamos que depois deste caso, não surjam outros, por que a desistência a meio acaba por ser mais complexa ainda, implica a retirada de pontos às equipas que tenham pontuado diante da desistente, como força o repouso a uma equipa em cada jornada que se dispute. Fazemos votos que o campeonato não venha a conhecer muitos contratempos, em defesa da qualidade do mesmo.

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