Jornal dos Desportos

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Opinio

Girabola ao rubro

26 de Setembro, 2016
O despique está renhido. As equipas que se assumem candidatas à conquista da presente edição do Girabola não cedem terreno. Continuam firmes e imbatíveis na luta pela consumação do seu objectivo. A jornada do fim-de-semana foi suficientemente esclarecedora. Ficou "preto no branco" que a ponta final do torneio será de roer as unhas, sobretudo no que à questão do título diz respeito.

Entretanto, se até à entrada da 25ª jornada, a luta pelo título contava com quatro concorrentes, pelos vistos agora ficou reduzida a três. Depois da derrota diante do Petro de Luanda, o Kabuscorp do Palanca terá dito definitivamente adeus. De resto, as equações matemáticas já não lhe dão grande margem de probabilidades. Passam a ser 14 pontos de diferença sobre o líder. É já uma desvantagem irrecuperável.

É para estes três que ficam por ora voltadas as atenções. Por alguma coincidência 1º de Agosto, Petro de Luanda e Recreativo do Libolo saíram vencedores nos respectivos jogos, o que permitiu manter a ordem classificativa na mesma sintonia. Os militares vão adiantados com mais três pontos em relação aos outros dois concorrentes.

A pergunta que faz eco entre o público que acompanha a evolução da prova, é sobre quem vai ser campeão da presente edição. Aqui cada um, na maior dos casos movido por sentimento clubístico aponta o seu favorito. Mas avaliadas as coisas numa perspectiva mais realística, todo prognóstico não deixa de ser arriscado, porque de baixo da ponte ainda há-de correr muita água no desenrolar das cinco jornadas em falta.

Certo que quem vai adiantado leva sempre uma relativa vantagem sobre os demais, mas no futebol os tropeços devem ser sempre tidos em conta, sobretudo nesta fase em que aumenta a agitação, com equipas que se vêem aflitas e por via disto quase que condenadas a fazer trinta por uma linha para tentar a salvação. Sorte pode ter aquele candidato com um calendário que não lhe coloque pela frente um aflito.

Na verdade, o 1º de Agosto pode dormir um sono melhor em relação aos outros. Aliás, o presente campeonato quase que não teve outro líder, porque os militares jamais se permitiram "emprestar" o primeiro posto a outra equipa, e talvez não seja agora que o vão fazer. Só que contra si pesa o facto de ter ainda que cruzar com o Petro de Luanda, naquele que poderá ser o jogo das grandes decisões.

Afinal, o mais complicado nesta ponta final é, como já o dissemos, cruzar com uma equipa em aflição ou com aquela que tem objectivo igual ao nosso.Ou seja, um outro candidato ao título. Com efeito, os militares terão de passar por este teste de fogo na última jornada. Por esta ordem está dito que devem tudo fazer para chegar à última ronda com uma vantagem superior a três pontos em relação aos tricolores. Fora disto o caldo pode entornar no fim.Enquanto isso, o Libolo precisa, na pior das hipóteses, encurtar a diferença pontual sobre o 1º de Agosto para dois, condição que lhe pode levar ao título em caso de vencer na última jornada e se verificar um empate no Petro-1º de Agosto . Enfim, está quente a batalha.

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