Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Girabola de todos

19 de Agosto, 2019
Soltaram-se assobios, no último fim-de-semana. Voltou aos palcos nacionais, o futebol de primeira grandeza. Ou seja, o campeonato nacional da primeira divisão, o nosso Girabola. É enorme a alegria do público que vive com redobrada paixão, as emoções do futebol doméstico. Para trás, ficaram largas semanas de defeso, quase sempre incómodas para esmagadora maioria dos que apreciam o belo e a arte, que há no jogo do pontapé na bola.
Com base no calendário, serão perto de nove meses de muita refrega nas quadras de futebol e também muitas emoções, com frustrações de permeio. Porque o futebol tem a particularidade de mexer com todas as sensibilidades, de criar motivos de alegria aqui, é de tristeza ali, tudo determinado pela forma como os adeptos interpretam os resultados, dos respectivos emblemas em competição.
A prova arrancou, não de forma diferente, em relação às outras edições, com a mesma carga emotiva, com os mesmos candidatos, com as mesmas promessas. De outro modo, também não podia ser, sabe-se, à partida, quem são as equipas mais capazes, as menos capazes e as outras que não estão, nem tão para cima, nem tão para baixo.
Apesar de cumprir com o que dela se podia esperar, a primeira jornada não deixou ainda indicadores, de como podem vir a ser as coisas mais lá para frente. Aliás, isto é próprio. Uma jornada não oferece, nem mesmo ao mais atento observador, a leitura pormenorizada do que pode vir a ser os contornos da prova, na fase mais adiante. Entretanto, que houve jogos interessantes, lá isto houve.
No cômputo geral, as equipas apresentaram-se em grande, quer se fale das vencedoras, como das que entraram a perder. A estas últimas, não podemos tirar o mérito. Pois, o começo nem sempre é fácil. Para muitas, precisa-se ganhar rodagem para acertar, explodir e adquirir mais capacidade reactiva.
As próximas jornadas vão ser, seguramente, mais auspiciosas, de resto, esse é o elemento que concorre para a qualidade do torneio. Por ora, contentemo-nos, apenas, com o facto das emoções terem voltado às quadras e exercerem o domínio sobre os homens. Bem haja Girabola...

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