Jornal dos Desportos

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Opinio

Girabola de volta

12 de Setembro, 2014
A bola volta assim a rolar para o campeonato nacional, que tem pouco menos de sete jornadas para o registo do seu epílogo, com uma grande disputa ainda em evidência, quer no topo, quer na cauda da tabela classificativa.

O regresso da maior festa do futebol nacional acontece depois de na passada quarta-feira o país ter assistido ao vexame dos Palancas Negras, que perderam por 0-3, em Luanda, diante do Burkina Faso, resultado que complica as suas contas no Grupo C, onde ocupam agora a posição de lanternas vermelhas, sem qualquer ponto.

Apesar deste cenário que deixou os amantes do futebol tristes, amanhã e domingo, nos mais distintos estádios do país, a competição doméstica vai procurar fazer esquecer este desaire e motivar os adeptos para o apoio às suas equipas. Tanto as que lutam para o título como as que batalham para evitar a despromoção precisam de continuar a contar com o seu décimo segundo jogador.

A pausa verificada pode ter causado benefícios e prejuízos às equipas. Por um lado pode ter favorecido as equipas que nas últimas jornadas não iam tão bem no seu desempenho, perdendo jogo atrás de jogo. Por outro, pode ter lesado aquelas que estavam embaladas com os resultados. Os próprios treinadores divergiram neste particular indicando vantagens e desvantagens.

As agremiações que antes da pausa só somavam vitórias são as que sentem o prejuízo da paragem, pelo facto de recearem perder o embalo que traziam. Do lado oposto podem estar aquelas equipas com um mau desempenho, havendo a possibilidade de terem equacionado estratégias para recuperarem o tempo perdido.

Numa altura em que a prova caminha para as derradeiras jornadas, é quase proibido a qualquer equipa o desperdício de pontos, sob pena de colocarem em risco os objectivos que pretendem alcançar.

Há, por isso, uma enorme expectativa pela disputa de mais uma jornada, neste regresso do Girabola depois da pausa de 15 dias que a competição registou. O líder Recreativo do Libolo (53 pontos) vai procurar manter a distância que o separa dos mais directos perseguidores, Kabuscorp do Palanca (45) e Benfica de Luanda (42), enquanto na cauda o 1º de Maio (17), Benfica do Lubango (16) e União do Uíge (16) tudo vão fazer para evitar o regresso à segunda divisão.

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