Jornal dos Desportos

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Opinio

Girabola em projeco

24 de Janeiro, 2017
A correria que se observa no futebol nesta altura do ano não deixa de ser interessante, com todas curiosidades que ela encerra, ante a expectativa dos adeptos e sócios desta ou daquela agremiação, que querem sempre estar por dentro das coisas que envolvem o fim de uma época e o anúncio de outra.

Transferências de jogadores, contratação de novos treinadores, fim de "casamento" entre jogadores e clubes, são assuntos sempre apaixonantes para quem tem o futebol como modalidade de eleição, temas que tanto em Angola como fora do país acabam por ser demasiado mediáticos e matéria para suculentas peças jornalísticas.

O período de defeso do futebol nacional não implica necessariamente a paragem da actividade dos clubes. Muitos deles, com os objectivos cumpridos no campeonato ou por se sentirem incapazes de alcançarem as metas traçadas, concretamente aqueles que desistiram da corrida para o título quase precocemente, preparam com esmero a próxima época, e por esta altura têm as coisas suficientemente alinhavadas.

Benguela foi a escolha de preparação para 80 por cento das equipas do Girabola. Todas procuram o nível que lhes permita encarar a época que abre a 4 de Fevereiro com maior dose de confiança. Afinal as equipas têm metas a atingir nas competições em vista, sobretudo no Girabola, que é pelo sim pelo não a competição mais importante ou que mais interessa às equipas, sem desprimor para as outras.

O 1º de Agosto e o Recreativo do Libolo são as equipas com maior carga, sendo que estarão para além do Girabola na Supertaça, na Taça de Angola e nas provas africanas de clubes. No Girabola já se sabe, à partida, quais são as suas metas. São equipas que jogam apenas para o primeiro lugar, posição para qual poderão estar ainda voltada as atenções de outras formações.

Por exemplo, o Petro de Luanda, o deslize no Girabola'2016, em que chegou nas últimas jornadas com largas possibilidades de erguer o troféu, leva a direcção a ponderar muito seriamente sobre a definição de metas para o próximo Girabola. Desde já a direcção faz tudo para conter as suas principais unidades, e reforçar-se com outros que o mercado oferece.

A equipa técnica continua às mãos do espano-brasileiro, Beto Bianchi. Aliás, pelo desempenho da época transacta não havia motivos fortes para a sua substituição. Chegado ao clube há duas épocas em substituição de Alexandre Grasseli, tem vindo a fazer um trabalho excepcional, que leva a massa associativa tricolor a acreditar no resgate da sua mística.

O Interclube, que já teve uma era de ouro, promete voltar às conquista. De resto, foi de viva voz do seu presidente que se ouviu o manifesto do desejo de lutar pelo título da próxima edição do Girabola. O Kabuscorp do Palanca também não anda conformado com as suas últimas classificações e promete surpreender no campeonato.

Enfim, muita coisa se espera na prova que começa a 10 de Fevereiro. Afinal tal é o investimento feito pelos clubes, que este ano, a excepção do Libolo, renunciaram os estágio de pré-época fora do país para se concentrarem todos na província de Benguela. Pena é que paire o receio de algumas equipas, em face da crise financeira, poderem vir a soltar o gripo de Ipiranga no curso do campeonato.

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