Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Girabola na nova fase

20 de Junho, 2017
O Girabola entrou na fase crucial, a que apura o campeão, e as equipas que por incompetência são despromovidas todos os anos, e no escalão secundário tentam novo regresso com êxito. Estão por esta altura, os clubes proibidos de enveredar em devaneios, porque correm o risco de ficar a meio do caminho, sem alcançarem os objectivos que definiram.

O arranque da segunda volta teve alguns resultados fora do previsto, o que certamente vão levar a que dirigentes e jogadores reflictam, sobre o que de facto a prova pode proporcionar até ao final. O empate da equipa do Santa Rita de Cássia, no reduto do Libolo, certamente que não estava nas previsões de muita gente, mais pela posição do clube do Uíge na tabela de classificação, onde ocupam lugar de despromoção.

A equipa bateu o pé, nos jogos com os chamados grandes, Libolo, Petro de Luanda, Kabuscorp e 1º de Agosto, pelo que o ponto que arrancou ao Libolo, atrasou essa formação na recuperação, tem pouco de surpreendente. É certo que a equipa ocupa a última posição, mas não é certo que a situação esteja já definida, embora, possa ser uma das formações condenadas a descer de situação, se não inverter o quadro de resultados negativos.

O regresso do campeonato, acaba também por ser marcado com as goleadas à moda antiga, em que o campeão 1º de Agosto foi o protagonista, ao impor um resultado avantajado aos caloiros do JGM do Huambo, um triunfo que permite manter-se na peugada do conjunto que lidera a prova, Petro de Luanda, que conseguiu antes uma preciosa vitória diante do Progresso. O Girabola já tem que se diga. Os treinadores são despedidos, mesmo quando mostram trabalho, e o Recreativo da Caála esbanja da pior forma as qualidades dos treinadores que contrata.

A saída de Alberto Cardeau do comando técnico do conjunto, deixou no ar algumas interrogações, mas o regresso de David Dias a uma equipa em que quase foi campeão, não correspondeu, decerto, às expectativas dos seus dirigentes. Num ângulo oposto, o ASA começou a segunda volta com vitória, o que pode levar os seus responsáveis a abrir largos sorrisos, se tivermos em linha de conta o facto não ser assim nos últimos tempos, em que as derrotas sucediam-se e deixavam sempre o clube à beira da descida, evitada \"in extremis\", em situação de puro desespero.

O Girabola regressou e a promessa de haver emoções a reinar nos recintos desportivos, o que não vai deixar de ser um bom lenitivo, para amainar o cacimbo que começou a apertar.

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