Jornal dos Desportos

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Opinio

Girabola potenciado

27 de Janeiro, 2016
Trinta anos depois a principal competição futebolística de Angola ganha uma identidade diferente. Um patrocinador, para sermos mais concretos. O contrato que vai selar esta relação entre a empresa distribuidora de serviços de televisão em sinal fechado (ZAP) e a Federação Angolana de Futebol (FAF) será hoje conhecido, em conferência de imprensa.

O adjectivo "finalmente" é para esta altura chamado. Há muito o Girabola reclamava por uma valorização. É um produto vendável, ainda que custe a muitos. Há produtos no contexto nacional de menor qualidade para quais se paga uma fortuna (tendo em atenção o salário mínimo nacional).Temos assistidos os eventos de menor importância social, comparados ao Girabola, que atraem muitas empresas nacionais, a troco de centenas de dólares. Por que se ignorava então o Girabola, uma prova de facto e de jure nacional?

Mais vale tarde do que nunca, ensina o adágio dos pacientes. No entanto, se a chegada da ZAP constituiu razão para festejos, por outro lado, exige da Federação Angolana de Futebol uma maior e melhor organização. Só com essa organização se pode proteger a prova e dignificar quemin veste nela, no caso a ZAP.É preciso que casos de arbitragem façam menos eco, é necessário que a Federação Angolana de Futebol abandone a estratégia de Pilatos. Ganhar dinheiro exige mais e melhor organização. A FAF é obrigada a comunicar melhor, a cumprir com rigor as cláusulas contratuais, e não apenas embolsar o dinheiro, e pronto.

Não pode voltar a acontecer o mesmo a que se assistiu com o contrato da PUMA, empresa alemã de equipamento desportivo que vestia as selecções nacionais de futebol. A presença da ZAP também só poderá significar uma evolução, por outro lado, se os clubes sentirem algum alívio nos seus bolsos. De outro modo, não. É disso que os clubes necessitam. Aliviar as despesas.

Não se compreende que depois desse contrato o campeão do Girabola continue a receber uma simples taça e umas quantas medalhas. É justo que a partir de agora a Federação Angolana de Futebol retribua a quem gasta milhões para fazer a competição. O primeiro acto será tornar público os valores. O segundo dizer antes da prova iniciar quanto caberá ao vencedor e outros que mereçam ser distinguidos.
Todos esses actos, juntos e atados, poderão conferir uma seriedade que a prova dá, com assinatura desse contrato.

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