Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Girabola promete

07 de Fevereiro, 2014
Foi agradável ver as equipas desenvolverem um futebol solto, alegre, vistoso e prenhe de recortes técnicos. Estamos quase certos que, caso as demais equipas venham a revelar a mesma postura, o campeonato sairá a ganhar muito em termos de assistência.

Vivemos, ainda, um fenómeno de campos vazios em muitos jogos. Esta situação é, de há algum tempo a esta parte, justificada pela qualidade sofrível do nosso futebol, que das inúmeras partidas que movimenta poucas são aquelas que acabam catalogadas como de grande nível.

A escassos dias do arranque do Girabola, acredita-se, cada vez mais, que vamos ter disputa no curso das 30 jornadas, sempre no quadro de uma divisão entre os crónicos candidatos ao título, os que procuram apenas melhorar as classificações anteriores e aqueles cuja luta do princípio ao fim assenta apenas no desejo da manutenção.

Para lá deste particular, notamos também que este foi o ano em que os clubes mais investiram na preparação da época, a maioria com estágios no estrangeiro, não obstante a crise financeira que assola todos. Se é verdade que quem investe espera alguma compensação, então, é um dado adquirido que o Girabola 2014 vai ser marcado por uma disputa acérrima.

Em relação ao título, espera-se que haja um número de candidatos superior ao dos anos anteriores. Desde já, o Libolo, na condição de campeão em título, não vai ter outro objectivo que não seja a revalidação, podendo dizer-se o mesmo de outras equipas que não importa aqui referir.

Por sua vez, o 1º de Agosto, que no campeonato passado conseguiu com garra e estoicismo alcançar o segundo lugar, disputado até ao limite, espera acertar o passo este ano, como evidencia a apresentação oficial do seu plantel. O mesmo se pode esperar do Petro de Luanda, Libolo e Inteclube, já para não falar do próprio campeão em título. Feitas as contas e tiradas as respectivas provas dos noves, estamos em condições de dizer que no próximo Girabola a luta pelo título promete luta sem quartel.

De resto, como Petro de Luanda e Kabuscorp trataram de mostrar na Supertaça, tudo indica que, a nível de equipas da primeira linha, não haverá meio-termo.

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