Jornal dos Desportos

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Opinio

Girabola quarento

17 de Fevereiro, 2018
Temos o Girabola em movimento. Quarentão nesta edição, este ano comemora 40 anos desde que começou a gerar emoções e se instalou no seio do povo com uma forte resiliência, ano após ano, mesmo com muitos casos à mistura de suspeição e resultados combinados, de favorecimentos deste ou daquele, enfim.
A celebração das “bodas de esmeralda” do Girabola, acontece numa altura em que o campeonato começa titubeante como em outras ocasiões, com jogos adiados, este ano por força da participação das equipas angolanas na Afrotaças com jogos durante a semana, o Petro de Luanda joga em Blantyre para a Taça da Confederação e o 1º de Agosto no Zimbabwe, na fase de acesso à Liga dos Campeões.
Este ano, no aniversário dos 40 anos, temos um campeonato cuja forma de disputa altera a história ao longo de todos estes anos. Questões conjunturais determinaram, em Janeiro, que este é o último campeonato a iniciar em Fevereiro, passa a disputar-se entre Outubro e Maio, imposição da Confederação Africana para harmonizar os calendários do continente.
Todavia, é bom que se retenha que o Girabola já esteve muito perto dessa data, ou não rolou a bola pela primeira vez a nível nacional na Angola independente, a 8 de Dezembro de 1979.
Desta feita, a próxima edição está agendada para Outubro, que torna 2018 o único ano a ver o início de dois Girabolas.
Com o Girabola a disputar-se este ano em contra-relógio, a alternativa que não foi consensual encontrada pela FAF e associados, foi a anulação das demais competições nacional de alto nível (Taça de Angola e Supertaça). O campeonato já rola, coloca o 1º de Agosto, campeão em título, como único totalista em prova depois do ASA ter sido relegado para o escalão secundário, culmina um ciclo de crises em que a equipa se arrastava sempre na iminência de descer de divisão.
O novo elenco federativo, fez da melhoria da organização interna do futebol nacional, um dos seus cavalos de batalha, devolver a competitividade à competição, é imperioso para a sua credibilidade.
Com uma competição interna forte, certamente, que vão sobressair talentos para engrossar as selecções nacionais, conseguir-se resultados nas competições internacionais que devolvam a auto-estima aos adeptos angolanos.
De 1978 até hoje, é certo que muita coisa evoluiu, a começar pelos moldes de disputa da prova, mas o que não mudou é a alegria do povo de viver com uma prova que é sua e com a qual se identifica, porque desfilam os seus emblemas de eleições e os seus ídolos.
Quarentão, o Girabola promete distribuir novas emoções, espera-se que a festa que se vive, volte a encher os Estádios por onde desfilar.

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