Jornal dos Desportos

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Opinio

Goleada e sofrimento

14 de Fevereiro, 2016
A entrada das equipas angolanas nas Afrotaças deste ano, Recreativo do Libolo, na fase de acesso à Liga dos Campeões, e Sagrada Esperança, para a taça da Confederação, ontem, como visitantes, acabou por ter dois sabores.

O campeão Libolo, que jogou em Calulo, deve, certamente, ter tirado as devidas ilações da sua última participação, quando venceu por 4-1, e depois acabou eliminado na RDC com derrota por 3-1, e tratou de despachar o Rancing da Guiné Equatorial com um resultado mais volumoso (5-1), mas, ainda assim, a mostrar-se perdulário em todo o jogo.

Este resultado, uma boa goleada sem sombra de dúvida, coloca, naturalmente, o nosso representante numa posição privilegiada para continuar em prova. O número de golos marcados, mesmo sofrendo um, animam a formação de Calulo, que para a nova época foi das poucas equipas que preferiu um estágio fora do país.

O Libolo regista neste momento onze golos marcados e um apenas sofrido, nos dois jogos que efectuou no país, um contra o Maquis para a Supertaça, e o jogo de ontem para a competição africana.

Já o Sagrada Esperança baqueou em própria casa, e a derrota diante do Ajax de Cape Town, África do Sul, coloca a formação diamantífera numa posição delicada na Taça da Confederação, também na fase preliminar.

A equipa angolana que substitui o Maquis na competição por desistência deste, devido a dificuldades financeiras não teve pernas para contornar um adversário sem um histórico muito rico ao nível das competições de clubes da CAF.

O conjunto da Lunda Norte não conseguiu em termos de resultados justificar o estágio feito na Namíbia, e o seu afastamento nesta fase pode levantar, de novo, o velho problema da calendarização do futebol nacional, dado que amiúde os nossos representantes alegam sempre falta de ritmo competitivo na altura em que entram em prova nas Afrotaças, ao contrário dos seus adversários que levam muitos jogos nas pernas por esta altura.

O sonho do Sagrada Esperança ainda não terminou, porque tem de continuar a acreditar até ao fim da eliminatória, mas tem de redobrar as forças para conseguir anular a desvantagem que vai levar para o reduto dos sul-africanos.

A experiência diz que as eliminatórias africanas, tanto ao nível de clubes como de selecções devem ser resolvidas em casa, porque na condição de visitantes há sempre inúmeras dificuldades para contornar resultados negativos.

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