Jornal dos Desportos

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Opinio

Goleadas do CDH

10 de Agosto, 2015
Mais uma jornada, ou melhor, mais um terço do Girabola foi cumprido. A competição soma 20 jornadas disputadas, o que equivale dizer, que pela frente restam dez jornadas. Se para o Recreativo do Libolo, o momento nesta altura é de crença no título, na cauda da tabela a preocupação toma a mente dos aflitos.

Um deles é sem dúvidas o Desportivo da Huíla, ainda que não seja o lanterna vermelha da competição. Se neste particular os militares ainda respiram de algum alívio, por terem dois adversários a salvar-lhes da humilhante posição, alguns resultados que vem somando na prova não deixam de ser incómodo para os seus adeptos.

O Clube Desportivo da Huíla soma duas goleadas, uma diante do Recreativo do Libolo por 5-1, na 18ª jornada, outra diante do 1º de Agosto na 20ª ronda, por 4-1. Fora destas, outro resultado de algum modo expressivo foi o 3-1 diante da Académica do Lobito, na quarta jornada.

É verdade que as goleadas acontecem, em qualquer campeonato e com qualquer equipa, mas há resultados que são consequência do comportamento evidenciado pela equipa, uma espécie de consentimento. No jogo de sábado, ficamos com a sensação de que a equipa huílana depois de um bom comportamento na primeira parte, entrou para a segunda, com muito respeito pelo adversário, deixando-se dominar por completo, daí resultar no final, o descalabro.

Sofrer duas goleadas, num espaço de três jornadas, é um tanto ou quanto pesado para uma equipa que aspira manter-se entre os grandes do Girabola. Na posição incómoda em que se encontra, 14ª posição, o risco de voltar a segunda divisão é iminente. Aliás, se o campeonato terminasse hoje, era uma das três equipas a dizer adeus.

Com apenas dez jornadas para se jogar, a equipa da Huíla está na linha vermelha, embora possa mudar o quadro dada a diferença pontual que tem em relação às outras, que estão mais a cima. Para tal vai ter de evitar resultados tão desnivelados, pois na hora das contas, o número exagerado de golos sofridos pode fazer toda a diferença.

Apesar de uma primeira volta não tão bem sucedida, o 11º lugar ocupado após as primeiras 15 jornadas deixavam antever uma segunda etapa menos turbulenta, mas parece que as coisas têm saído mal aos militares da Frente Sul. Nos cinco jogos disputados no segundo turno, conseguiram o saldo de três derrotas, um empate e uma vitória, perderam um total de 11 pontos.

Tal situação acaba por provocar algum desalento aos aficionados da modalidade na província, que já se têm manifestado contra o desempenho do único representante na prova maior do futebol nacional.

Mas é nesta altura, que os adeptos devem estar de mãos dadas com os atletas, equipa técnica e dirigentes, a fim de evitarem que o pior aconteça. Criticar por criticar ou lamentar só, não é a melhor solução. O momento exige solidariedade.

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