Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Grande final

24 de Maio, 2016
Esta noite as formações do Petro de Luanda e do 1º de Agosto decidem quem se junta ao Recreativo do Libolo, para a disputa da final da presente edição do BIC-Basket. As duas formações chegaram ao quinto jogo com muita garra e determinação. A turma do "Rio Seco" entrou arrasante, tendo a do "Eixo-Viário" reagido com conta, peso e medida.

As duas vitórias sucessivas dos tricolores levaram muitos observadores a pensar numa qualificação facilitada destes. De balde. Pois, o 1º de Agosto não permitiu uma terceira derrota e tratou de responder ao adversário de forma contundente no quarto jogo, o que permitiu igualar o play-off.

Portanto, o jogo desta noite tem tudo para merecer estatuto de final antecipada, lá isso, caso as equipas venham a saber valorizá-lo. Pois, pode dar-se o caso de uma revelar uma certa hegemonia sobre a outra e construir a vitória sem grande oposição. Mas não é o que o povo espera. O povo quer jogo disputado até ao limite.

Oxalá, o Petro recupere nas últimas horas os seus níveis de reacção. Na verdade, no último jogo apresentou uns furos muito a baixo daquilo que nos acostumou. A equipa esteve desencontrada, situação aproveitada por Ricard Casas e pupilos que apareceram com uma forte determinação.

Ao que as equipas deram a ver, até aqui, é um tremendo risco para traçar qualquer prognóstico. Pensamos que quer o Petro de Luanda como o 1º de Agosto estão em condições de festejar a qualificação na final. Aquele que tiver a desdita de fracassar, na mesma merece o reconhecimento de todos quantos acompanham este play -off.

Afinal, o que agrada ao público espectador é um bom espectáculo, estejamos a falar de basquetebol ou de uma outra disciplina desportiva. E, o que estas duas equipas trataram de fazer até aqui, não foi senão produzir um basquetebol de grande nível qualitativo. Esperemos que hoje o nível não seja diferente, até porque estamos a falar de um jogo decisivo, que não deixa margem de esperança a quem perca.

Fazemos apelo ao fair-play, porque no último jogo houve alguns actos de indisciplina que não dignificam em nada o basquetebol, tampouco o campeonato nesta fase em que está. Os jogadores intervenientes devem conter as emoções, controlar os nervos, porque um jogo de nível não fica manchado por conduta irreflectida de um jogador.

À partida, sabe-se que há-de ser um jogo de nervos, mas é preciso que os jogadores saibam posicionar-se na quadra. É muita gente que vai estar atenta ao jogo, entre os que se estarão no pavilhão e outros (a maioria) que esperam acompanhá-lo pela televisão. Será bom que no fim do tempo regulamentar o público não se sinta defraudado.

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