Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Gritos de socorro

20 de Julho, 2014
Não é de modo algum agradável ouvir, sistematicamente, equipas a bradarem alto e bom-som por apoios financeiros quer para a sobrevivência em provas em que estão engajados, particularmente o Girabola, como para a projecção do seu futuro, particularmente as equipas comprometidas no torneio de apuramento.

O 1º de Maio de Benguela voltou a lançar um grito de socorro dramático na voz de um dos seus carismáticos dirigentes, onde este coloca em causa a continuidade da equipa de futebol da formação benguelense no Girabola que está em curso, à solução de algumas questões financeiras.

A siuação no clube não é nova,e o próprio dirigente já admitiu que é graças ao apoio de um empresário que a equipa se manteve até agora em prova, mas que a situação voltou à primeira forma, com os cofres do clube vazios para fazer face às exigências da competição e aos compromissos que tem com jogadores, equipa técnica e funcionários.

A situação é aflitiva para os proletários mas pode repercurtir-se, negativamente, também, para os restantes clubes do Girabola, em caso de desistência da equipa, além de obrigar a FAF a alterações no seu calendário.

Fica a verdade desportiva manchada, dado que há equipas que podem perder os seis pontos conquistados, eventualmente, diante desta formação, ao passo que outras sorriem, pois têm possibilidades de recuperar pontos perdidos.

A situação dos proletários, e de outras equipas em situação idêntica, deve levar a FAF a estudar situações para obrigar os clubes antes do começo da competição a declararem, com comprovativos, que têm condições financeiras para aguentarem a caminhada do Girabola durante a respectiva época desportiva.
Noutro ângulo, é inconcebível, por exemplo, que o Malanje Sport Clube, mal começou o zonal de apuramento, tenha já lançado gritos de ajuda para a disputa da primeira jornada da Segundona.

É evidente que a manter-se essa situação, a desistência dessa equipa da Segundona pode ser uma questão de tempo, porque as equipas no torneio de apuramento tambem têm gastos com as deslocações e têm de respeitar os compromissos que assumem com treinadores e atletas.
Girabola e Segundona não são nem podem ser provas para onde as equipas se dirigem com espírito de aventura. Há responsabilidades que têm de ter e o respeito pelos adeptos e adversários deve ser uma constante.

Só quem tem dinheiro para aguentar as provas é que deve lá estar. Antes isso do que as competições estarem todos os anos sujeitas a alterações forçadas no seu calendário por desistência deste ou daquele, devido ao facto de terem os cofres vazios.

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