Jornal dos Desportos

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Opinio

guas agitadas

26 de Julho, 2018
Quando restam pouco mais de cinco jornadas, para o fim do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, agitam-se as águas, não propriamente dito nos rectângulos de jogo, mas no seio da arbitragem, face algumas acusações despoletadas entre dirigentes.
No móbil desta nova rota de colisão, estão as recentes declarações de Amaral Aleixo a “Rádio Cinco”, que mereceram a pronta reacção do presidente do Conselho Central de Árbitros da Federação Angolana de Futebol (FAF), Jorge Mário Fernandes.
O vice-presidente para o futebol do Petro de Luanda, aponta o “dedo indicador” ao organismo que superintende a arbitragem a nível da federação, ao que líder do referido conselho reagiu, com alegações de que este agiu com falta de seriedade e coerência.
Jorge Mário Fernandes deixou claro, no mesmo canal desportivo da Rádio Nacional de Angola (RNA), que Amaral Aleixo não é “uma pessoa mais séria” do que si, daí que a situação despoletada pode fazer correr ainda muita tinta debaixo da ponte.
O vice-presidente do Petro garantiu mesmo, que a direcção do clube do “eixo-viário” já encaminhou uma queixa formal a Procuradoria-Geral da República pela suspeição de mão invisível da arbitragem, em muitos dos jogos que a equipa fez na maior prova do futebol no país, o Girabola Zap.
Por outro lado, há ainda vozes que se levantam dando conta que, a maioria das suspeições em relação aos jogos da presente edição do Girabola, ocorrem precisamente nos que envolvem o Petro e 1º de Agosto, por sinal os dois maiores emblemas do futebol no país. E mais: apontam mesmo um eventual terceiro clube, que pode estar por detrás de tudo isso e a influenciar os árbitros, para o efeito.
A anteceder o dérbi do passado domingo, que colocou frente-a-frente o Petro e 1º de Agosto, no 76º confronto directo entre si, quer o emblema tricolor, quer o militar, foram acossados por onda de empates, nessa luta acessa pelo título da presente temporada.
Tanto os petrolíferos como os militares, correm desenfriadamente para a conquista de pontos nesta fase do campeonato, como se do pão para a boca se tratasse.
E o d\'Agosto está numa condição privilegiada, após vencer por 2-0 o arqui-rival no dérbi de domingo, abrindo, assim, uma vantagem de dois pontos, que pode ser reforçada para mais um ou três, caso empate ou vença o jogo em atraso da 24ª ronda, frente ao Recreativo da Caála. O Interclube que, na passada terça-feira, venceu o Sporting de Cabinda (1-0), no 22 de Junho, relança ainda mais a disputa no topo já que passa a somar 42 pontos, na segunda posição, menos um que o líder d\'Agosto e a frente do Petro, que se mantém com 41, na terceira.
Apesar da derrota, tem de se destacar a atitude heroica dos \"leões\" de Cabinda. Não obstante a \"crise\" por que passa a plebe da cidade mais ao norte do país, que faz com que a direcção não pague salários aos atletas e equipa técnica, há mais de seis meses, ainda assim, têm boa prestação no Girabola. Noves fora isso, no meio do turbilhão que volta a imperar na prova, ninguém quer ficar com o rabo entre as pernas, daí a decisão do Petro em apresentar uma carta, a que o nosso jornal teve acesso, a formalizar queixa a Procuradoria-Geral da República.
Sendo assim, fica no ar certeza de que a culpa não morrerá solteira e que nos próximos dias, obviamente, outras incidências vamos ter em torno deste diferendo, entre o Petro de Luanda e o Conselho Central de Árbitro da FAF. Aguardemos...

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