Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Guerra de aflitos

12 de Outubro, 2016
O Girabola dobra os últimos contornos, estão por disputar quatro jornadas.

Para algumas equipas tudo está a correr de feição. Ou seja, têm quase a missão cumprida, sobretudo, as que não definiram metas por aí além, procuram classificações cómodas ou ao nível da sua expressão competitiva.

Embora restem ainda 12 pontos por disputar, o certo é que a ponta final do certame não corre de à contento para algumas equipas, que vêem o cerco cada vez mais apertado.

As equipas do 1º de Maio e da Académica do Lobito fazem contas à vida, correm sérios riscos de no próximo ano, levar Benguela a ficar fora da maior competição futebolística nacional. Entretanto, em pior condição está o Porcelana FC.

Ao que tudo indica, nem um milagre salva a equipa do Cuanza Norte. Dada a pontuação que regista muito dificilmente consegue superar o 4 de Abril do Cuando Cubango, e o Desportivo da Huila, para que uma destas acompanhem as equipas benguelense ao escalão inferior.

A derrota na última jornada com a Académica do Lobito, acabou por ser mais um atraso, para baralhar as por si já baralhadas contas. Com a competição prestes a terminar, a situação começa a preocupar cada vez mais não só os adeptos do clube, também à sua direcção que já vai a tempo de tomar medidas que levem à inversão do quadro.

O facto de estar na última posição, na tabela classificativa, espelha o que vai mal nessa equipa, que na segunda divisão foi das mais regulares, logrou o apuramento ao Girabola com muito mérito. É deplorável que depois de levar o Girabola à província, depois de um longo intervalo que se seguiu à despromoção do Desportivo da Eka, esteja num processo de sobe - e - desce.

Mas na corda bamba estão outras equipas. Apesar de o técnico João Machado vir a público manifestar a esperança na manutenção da equipa, ainda assim não podemos excluir o 4 de Abril do leque dos aflitos. A sua condição classificativa ainda inspira certos cuidados.

É certo que ainda há 12 pontos em disputa, e da mesma forma que pensa aproveitá-los no máximo, também as outras equipas pensam nas mesmas condições. Admitimos sim, que está melhor que o 1º de Maio, Académica e Porcelana, até à última jornada a luta é a doer.

Pensamos que a equipa precisa de ganhar confiança em si, trabalhar mais para superar a crise de maus resultados, que a continuar pode ser fatal às suas aspirações na competição. Contudo, nada ainda está perdido.

Em disputa estão 33 pontos que aproveitados podem ajudar a contornar o mau momento, e quiçá, afastar o espectro da iminente despromoção.

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