Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Haja comedimento

18 de Janeiro, 2018
O futebol nacional volta a viver um clima de crispação, com o braço de ferro entre a Federação Angolana de Futebol e o clube 1º de Agosto, actual campeão em título, que não é nada abonatório tanto para o órgão federativo como para o clube militar.
O móbil do assunto assenta na suspensão de 70 dias, a que foram alvo seis jogadores do clube das Forças Armadas, por não se apresentarem aos trabalhos da Selecção Nacional que se preparava na altura para a participação no CHAN, que decorre em Marrocos.
É elementar, que a FAF se socorra dos regulamentos que lhe permita chegar até este ponto, que lesa e de que forma o campeão angolano prestes a entrar em cena em competições importantes em que tem fortes aspirações, Girabola e Afrotaças, apenas para citar estas.
É evidente que a Selecção Nacional ficou mais fraca, depois de privada dos jogadores do 1º de Agosto, que não devem ser considerados os únicos nas suas posições, e como tal, insubstituíveis.
A questão não deve cingir-se a isso. A Selecção, em princípio, conta com os melhores jogadores que o país tem para obter os melhores resultados desportivos, e só em casos extremos é que se admite a ausência destes, no conjunto.
Num outro ângulo, o 1º de Agosto também tem os seus interesses, que de modo algum se deviam sobrepor aos interesses da Selecção Nacional, que está a efectuar em Marrocos uma missão, em representação de todos os angolanos.
Com interesses repartidos, de um lado os Palancas Negras que não querem sair do CHAN cabisbaixos, e do outro, o 1º de Agosto que além da defesa do título tem à porta a primeira eliminatória para o acesso à Liga dos Campeões de África, é evidente que o diálogo devia prevalecer desde o início, para se evitarem situações extremas que só acabam por gerar incompreensões.
Até a altura em que efectuávamos o fecho da edição, o 1º de Agosto ainda não tinha reagido ao comunicado da FAF que anuncia a suspensão dos seus seis jogadores, uma posição que pensamos não deve ser tomada de ânimo leve, até mesmo para não acirrar ainda mais os ânimos, neste momento.
Nesta altura, e porque a bola está do lado da equipa militar, o importante é que haja comedimento nas acções e palavras.

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