Jornal dos Desportos

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Opinio

Haja esperana

10 de Maio, 2016
Se acreditarmos na frase teórica de que "a esperança é a última a morrer", podemos inferir que ao Sagrada Esperança, a esperança vive pese embora a derrota 2-0 sofrida no fim - de semana, em Dar-Es-Salam, diante doYoung Africains para a primeira -mão da última eliminatória de acesso à fase de grupos, da Taça da Confederação.

O representante angolano voltou da capital queniana de cabeça erguida e esperançado em dar a volta por cima, quando se jogarem os derradeiros 90 minutos no seu reduto. É positivo e salutar quando se coloca o optimismo em cima de todos receios e preconceitos. E os lundas acham que a equipa é capaz de bater o pé para anular a desvantagem da eliminatória.

É verdade que 2-0 não é desvantagem que se dobre com tamanha facilidade. Mas o Sagrada já deu prova ao longo deste torneio, de ser uma equipa talhada e vocacionada à inversão de resultados. Foi assim com o Ajax de Cape Town, com quem tinha perdido na África do Sul, para afastá-lo no jogo da segunda-mão.

Se nas hostes da equipa fala-se na possibilidade ainda da qualificação, então, não será em vão. É porque equipa técnica e atletas avaliaram a capacidade competitiva do adversário, e não será nenhum bicho de sete cabeças. Aliás, fala-se à boca pequena em "engenharias" de arbitragem, que influenciaram o resultado. A ser verdade, faz todo sentido à expectativa da equipa angolana.

É certo que as arbitragens muitas vezes não sabotam equipas forasteiras, também podem fazê-lo às caseiras. Mas a esperança do Sagrada consiste na possibilidade do jogo do dia 18 vir a ser dirigido por um árbitro imparcial, capaz de não tomar partido de nenhuma das situações que prejudiquem a um e beneficiem o outro.

O preciso tirar maior proveito dos próximos dias para desenvolver um trabalho sério e aturado de preparação, que confira ao grupo a maturidade competitiva quanto baste, para valer a sua classe, a sua categoria. Aliás, depois de defrontar deve sabe de cor e salteado quais são os pontos fortes e frágeis, do Young Africains.

Pelo que nos foi dado a ver desde o começo do torneio, e mesmo por aquilo que tem sido a postura na competição interna, temos quase a certeza que Zoran Maki e pupilos sabem com quantos paus se faz uma canoa e aquilo que são capazes nos jogos jogados limpamente nas quatro linhas do rectângulo de jogo, sem quaisquer interferências de terceiro.

De resto, é uma questão de vincar a crença. Nada está perdido. Aliás, é doloroso para quem superou várias etapas da competição tropeçar à beira da linha limite à fase de grupos. É esta particularidade que pode fazer espécie aos lundas. Acreditamos que com trabalho e firme vontade de vencer, tudo é possível.

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