Jornal dos Desportos

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Opinio

Hegemonia angolana

07 de Outubro, 2014
As equipas angolanas aprestam-se a participarem em mais uma edição da Taça de África dos Clubes Campeões de andebol, nas duas classes, que tem a Tunísia como palco este ano.

O andebol feminino angolano, há largos anos que dá cartas na competição continental, com o Petro de Luanda a transformar-se ao longo desse período, num super-campeão.

Contudo, a edição deste ano tem um outro atractivo, a rivalidade na competição doméstica, após o 1º de Agosto ter quebrado o domínio petrolífero, que vai seguramente ficar marcado na maior prova de clubes do continente.

As militares precisam do troféu para rechear a galeria, motivo pelo qual enveredaram por um estágio na Península Ibérica, particularmente em Espanha, enquanto as actuais detentoras do título optaram por uma preparação caseira, com um quadrangular, em que marcaram presença o ASA e o Progresso, este último também representado na taça continental.

Com o 1º de Agosto e o Petro de Luanda em disputa na Tunísia, a hegemonia do andebol angolano a nível de clubes pode continuar a manter-se, até porque, estão em grupos opostos, com bastas possibilidades de chegarem à final.

Um cenário que podia não ser novo, porquanto, tanto militares como petrolíferas já estiveram numa final africana com o 1º de Agosto na qualidade de campeão nacional e em busca do troféu continental e o Petro de Luanda como campeão nacional destronado, mas na condição de detentor do título, a mostrar ao rival que ainda detinha o domínio africano.

Com créditos por demais firmados a nível do andebol em África, a participação de equipas angolanas em provas continentais gera sempre expectativa e a interrogação que se coloca nessas ocasiões, é se pode ou não haver quebra de hegemonia angolana.
O 1º de Agosto como campeão já mostrou que tem força competitiva para conquistar a África, o Petro de Luanda conhece bem os meandros africanos e pode valer-se da sua longa experiência como a equipa africana mais titulada, pelo que o andebol feminino do país está sempre bem representado.

Uma final angolana na Tunísia é um cenário previsível e a acontecer, nada tinha de anormal em função do nosso poderio. E afinal, as equipas angolanas em competições dessa natureza são as primeiras a estarem debaixo de “fogo” das suas rivais.
De resto, é uma boa propaganda para o país que no próximo ano vai albergar o torneio pré-olímpico para os jogos do Rio de Janeiro em 2016, nos quais o andebol feminino deve marcar presença.

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