Jornal dos Desportos

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Opinio

Hegemonia continental

01 de Dezembro, 2013
Nada de mais falacioso e nada mais fácil de rebater se olharmos para o desporto nacional em geral, mas sobretudo para os resultados obtidos em modalidades que requerem conhecimento científico, material desportivo e estruturas de ponta, a par de investimento financeiro, além dos vários eventos internacionais levados a cabo, com relevo para o CAN/2010 e o Mundial de Hóquei em Patins, que Angola albergou no decorrer deste ano.

O país comemorou a conquista de mais um título continental. A proeza coube ao Interclube que, em Marrocos, conquistou a sua terceira Taça dos Clubes Campeões em basquetebol feminino, vencendo na final outra equipa angolana, o 1º de Agosto.

Depois da hegemonia continental do basquetebol masculino, chegou a vez de as nossas senhoras mandarem no Continente. Antes de chegarem à final, as embaixadoras angolanas passearam toda a sua classe. Venceram as suas adversárias de forma concludente.

Este título das senhoras do Interclube junta-se aos “Africanos” conquistados pelas selecções nacionais masculina na Costa do Marfim, em Agosto, e feminina, em Setembro, em Maputo. Inclui-se aqui também a Taça dos Clubes Campeões vencida pelo 1º de Agosto, no ano passado, e os títulos conquistados pelas selecções mais jovens. É, digamos, a confirmação da hegemonia no Continente.

Hegemonia que se estende igualmente ao andebol feminino, tanto a nível de clubes como de selecções. O Petro de Luanda continua a não ter adversárias no Continente, o mesmo acontecendo com a Selecção Nacional, que tem exibido toda a sua competência em campo.

Além do capital de oportunidades maiores e muito mais abrangentes, os efeitos da conquista da Independência e da Paz garantem, ainda, uma base de aprendizagem desportiva indiscutivelmente qualificada. Sem ela, ou seja, sem ginásios, equipamentos, treinadores e até o tão polémico desporto escolar, não teríamos nem a quantidade nem a qualidade dos campeões de que podemos fazer, hoje, gala.

Ao longo destes 38 anos, Angola continua a ter um caudal de atletas de primeira linha, que sabem valorizar o seu potencial, beneficiando do enquadramento do clube ou da federação. Só assim se explica uma renovação quase constante, principalmente no sector feminino, e com larga margem de sucesso. Os títulos continentais falam por si.

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