Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Hora da largada

25 de Março, 2016
Hora da largada”. Ficou assim conhecido e celebrizado o momento em que os filhos de Angola, na condição de escravos, partiam para o contrato, sem certeza de regresso. Mas aqui a situação difere um pouco, porque o regresso é uma certeza, só não se sabe qual será o resultado da missão que tira hoje os Palancas Negras do país para a vizinha República Democrática do Congo.

Depois de aguardado com grande expectativa e algum sentido de responsabilidade, reflectida no trabalho de preparação desenvolvido nos últimos dias, está a escassas 24 horas o jogo com a RDC, referente à terceira jornada da primeira volta do torneio de qualificação ao CAN'2017. E os Palancas de malas aviadas, fazem a viagem esta manhã.

Os angolanos estão na expectativa de que a sua selecção consiga produzir um bom resultado , que mantenha firme o sonho de qualificação à maior competição futebolística africana. Os números classificativos de momento são animadores e o que se tem a fazer não é mais senão procurar formas de manter as coisas como estão.

À partida, o compromisso não se prevê fácil. Os congoleses democratas perfilam o leque de selecções que têm vindo a apresentar maiores índices de desenvolvimento nos últimos tempos, como provam os jogos já realizados com Angola assim como a sua prestação nas competições africanas em que foi terceiro classificado do último CAN e muito recentemente vencedor do CHAN.

Mas isto não deve, de modo algum, constituir motivo para insónias. Pois a experiência ensina que os adversários medem-se na quadra e não pelos feitos já alcançados. Afinal Angola também tem objectivos a defender, e só cede à pressão adversária quem parte para um determinado desafio sem metas traçadas.

Se Kilamba e pupilos andaram em treinos nos últimos dias, onde procuraram, certamente, acertar os pormenores técnicos essenciais, é porque vão à luta com alguma estratégia ensaiada. Por outro lado a RDC já é um adversário suficientemente conhecido por si em face das inúmeras vezes que as duas selecções se defrontaram nos últimos tempos.

Por tudo isso, é que fazemos apelo ao grupo, para uma viagem tranquila. O jogo será só mais um. Não deve por isso povoar as mentes. Também pensamos a condição psicológica deve estar suficientemente apurada, porque as jogadas de bastidores também poderão acontecer e, às vezes, não é fácil fazer face a muita adversidade. Boa viagem rapaziada...

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