Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Hora das Afrotaas

19 de Dezembro, 2013
As quatro equipas angolanas que vão representar no próximo ano o país nas competições africanas de clubes já conhecem os respectivos adversários para as primeiras eliminatórias. Olhando para o quadro de cruzamento não há como não reconhecer que ambas foram bafejadas pela sorte já que nenhuma teve a desdita de cruzar o caminho de uma equipa já com nome ou que seja referência no panorama futebolístico africano.

É certo que no desporto e particularmente no futebol todo aquele que nos cruza o caminho não deixa de ser adversário e como tal deve ser encarado com o mesmo sentido de respeito e de responsabilidade. Não existem, até onde vai o nosso conhecimento, adversário com “A” maiúsculo e outros de “a” minúsculo. Daí o alerta para não se mergulhar na onda de triunfalismo exacerbado. Ouvimos os representantes das equipas reagir, cada qual à sua maneira, à sorte que tiveram e todos prometem conjugar esforços no sentido de não ficarem pela primeira eliminatória. Nada errado, nada a criticar, nada a contrariar.

O optimismo deve ser a divisa em compromissos deste género. O contrário era o cúmulo.Convém agora que as equipas possam empreender os respectivos programas de preparação que lhes confiram dureza quanto baste para fazer face aos desafios. Afinal todo o mundo está na expectativa de ver aquilo que prometem e são capazes os nossos representantes. Espera-se, naturalmente, que a campanha de 2014 supere a que tiveram as equipas no ano que finda.

Da parte do campeão nacional já temos um sinal evidente daquilo que promete, se as palavras do seu presidente forem mais do que meras promessas de quem procura apenas agradar à sua massa associativa, quando o potencial da equipa pouco ou nada promete. Mas, não sendo de certeza este o caso, temos a certeza de que quem anuncia uma glória, sabe que a acontecer acaba por engrandecer as cores do Kabuscorp e do futebol angolano no seu todo.

Bento Kangamba promete surpreender. E quem assim fala não é gago. Vamos dar crédito às suas promessas e esperar que consiga levar por diante este seu desiderato. Pois, sendo Angola membro do G-12, ou seja, dos 12 países representados com quatro equipas nas Afrotaças, tem a obrigação de justificar o estatuto, o que passa necessariamente por uma prestação de sucesso dos seus representantes.À partida conhecemos o prestígio das equipas que participam nas competições africanas de clubes. Talvez não se exija aos nossos embaixadores o céu e a terra. Mas que procurem ao menos atingir a fase de grupos, ao invés de se estatelarem ao cumprido logo nas primeiras eliminatórias, numa clara manifestação de imaturidade competitiva. Isso não.

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