Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Hora de gritos

29 de Setembro, 2016
O Girabola está a atingir os últimos contornos, ficam por disputar cinco jornadas. Para algumas equipas tudo corre e correu de feição, ou seja, têm a missão cumprida, sobretudo, aquelas que não definiram metas por aí além, procuraram classificações cómodas, ou a nível da sua expressão competitiva.

Embora restem 15 pontos por disputar, certo é que a ponta final do certame não corre à contento a algumas equipas, que vêem o cerco cada vez mais apertado.

O 1º de Maio e a Académica do Lobito, por exemplo, fazem contas à vida, correm sérios riscos de no próximo ano deixarem a província de Benguela fora da competição futebolística nacional.

Entretanto, em pior condição está o Porcelana do Cuanza Norte. Ao que tudo indica, nem um milagre pode salvar a equipa do lendário Sarmento Seke.
A equipa pode estar a pagar por excesso de maus resultados, situação que ao invés de trazer estabilidade classificativa, comprometeu todas as aspirações. Há largas jornadas, que a equipa não consegue sair do último lugar. As derrotas sucessivas nas últimas jornadas acabaram por representar um enorme atraso, baralhando as já baralhadas contas.

Com a competição prestes a terminar, a situação começa a preocupar cada vez mais os adeptos do clube, e a direcção que tomou várias medidas para inverter o quadro, porém, sem sucesso. Nesta altura, pouco mais há a fazer.A programação e intensificação dos treinos, o trabalho psicológico com os jogadores, são medidas urgentes a idealizar pela equipa técnica e pela direcção, para ajudar o quadro de maneira favorável.

O facto de estar a ocupar a última posição, na tabela classificativa, espelha o que vai mal na equipa que na segunda divisão foi das mais regulares, logrou o apuramento ao Girabola, por mérito próprio. Na verdade, a equipa do Porcelana está a fazer um percurso inverso, se comparada à outra equipa estreante na prova, o 4 de Abril do Cuando Cubango.

É deplorável, que depois de ter reagido positivamente à despromoção de 2014, que deu lugar a alguma suspeição, o Porcelana devolva na próxima época à província, a situação anterior. Pelo menos, dá para constatar que os fins de semana na cidade de Ndalatando ganharam outra vitalidade, outro ambiente, porque o futebol tem a magia contagiante, não fosse o futebol uma festa do povo.

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