Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Imagem desoladora

24 de Novembro, 2018
Construído no âmbito da realização do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2010, que Angola albergou pela primeira vez no seu historial, o Estádio da Tundavala, no Lubango, na Huíla, apresenta-se hoje com uma imagem bastante desoladora.
A imponente infra-estrutura de apoio ao futebol, no país, e na região, em particular, converteu-se num gigante adomercido, não só pelo fraco uso que vem tendo ao longo do seu tempo de existência, mas sobretudo pelo abandono a que está também votado.
Na recente visita do director provincial da Huíla do Gabinete de Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, constatatou-se a essência do grave problema com que se confronta a infra-estrutura, relacionada sobretudo com o sistema de rega do relvado.
Osvaldo Lunda, recentemente nomeado pelo governador da Huíla, Luís Nunes, para assumir a condução dos destinos da pasta da Juventude e Desporto na província em substituição de Virgílio Barbante Tyova, prometeu trabalhar com as instâncias “de juri” no sentido de ultrapassar o problema. Assegurou, todavia, que se vão bater portas, “até imagináveis”, para tornar ainda este ano operacional o sistema de rega do relvado.
O processo de replantio da relva com vista a dar uma nova imagem do Estádio da Tundavala está condicionada à colocação de um novo sistema de bombagem de furos de captação de água, que, no entanto, se encontra inoperante há mais de três anos.
Contudo, a reposição dos sistema da rede pública para energia nesses equipamentos vai ser equacionada com a montagem de dois geradores, com capacidades para 45 CVA cada um, que foram oferecidos pela Direcção Regional Sul da Empresa de Produção de Energia Eléctrica, PRODEL, que é tutelado pelo Ministério da Energia e Águas.
O responsável da Juventude e Desportos da Huíla lembra que os custos para reestruturação do sistema são bastante elevados, mas ainda assim é indispensável fazer-se esse trabalho para dar outra imagem à imponente infra-estrutura desportiva.
A fraca utilização do relvado do Estádio da Tundavala também tem ajudado na sua degradação. E dado os níveis de degradação que o mesmo apresenta há toda necessidade de se começar do zero, com lançamento da sementeira, conforme constatou-se durante a visita da delegação que trabalhou “in loco”.
Existem quatro furos de rega neste estádio que acolheu uma das fases da grande montra do futebol continental que o país organizou e que se estendeu além da Huíla, à Luanda, capital do país, assim como nas províncias de Cabinda e Benguela.
Com capacidade para albergar cerca de 20.000 espectadores, o Estádio da Tundavala foi palco do Grupo D do CAN de 2010, em que perfilaram as selecções da Zâmbia, Camarões, Tunísia e Gabão, respectivamente. De resto, melhores dias é que se espera para esta imponente infra-estrutura de apoio ao futebol e ao desporto no nosso país...

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