Jornal dos Desportos

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Opinio

Intensificar a preparao

10 de Agosto, 2017
A Selecção Nacional prossegue esta tarde a preparação para o jogo em Antananarivo, onde no domingo defronta a similar de Madagáscar, partida pontuável para a primeira-mão da última eliminatória de apuramento ao CHAN, cuja fase final acontece no Quénia, no próximo ano.

Depois de cinco dias de trabalho em Luanda, os Palancas Negras dão continuidade à preparação, em solo malgaxe, para limar arestas que persistam para se apresentarem na máxima força diante dos Escorpiões, que esperam tirar vantagem por jogarem os primeiros 90 minutos nos seus domínios.

Embora o adversário pareça estar ao alcance, Beto Bianchi chama a atenção para as cautelas a observar, com o intuito de evitarem surpresas desagradáveis. Aliás, jogar em terreno alheio é sempre uma empreitada complexa, não obstante algumas vezes parecer bem mais fácil, do que jogar em casa.

O aspecto técnico e táctico assim como a estratégia a adoptar no jogo com os Escorpiões, foi aprimorado na capital pelo que em Antananarivo as sessões vão limitar-se a consolidar todo um processo, que já vem das preparações anteriores, ou seja, aquando da presença na Taça Cosafa.

Beto Bianchi incluiu na preparação, sessões de vídeo do adversário, o que permite aos jogadores um conhecimento mais real e actual dos malgaxes. Aliás, depois da surpresa que aconteceu com Moçambique, todas as cautelas são poucas se Angola não quiser a mesma sorte, ou seja, ser afastada da fase final do CHAN do Quénia.

Sem quaisquer informações preocupantes, do ponto de vista clínico, a Selecção Nacional partiu ontem convicta de fazer um bom resultado, no domingo. A ideia é jogar até à exaustão, para um desfecho que mantenha vivo o sonho da qualificação. Uma vitória ou empate com mais de um golo seria bom, e perspectivar a segunda-mão mais objectiva que se tirasse vantagem de jogar em casa e diante do público, factores que às vezes ajudam a determinar o desfecho da partida.

Os Palancas Negras querem voltar a fazer história, marcar a terceira presença na fase final de CHAN, competição reservada aos jogadores que actuam nos campeonatos internos de cada país. Angola já lá esteve em duas ocasiões, nomeadamente, em 2011 no Sudão, e em 2016 no Ruanda, voltar a estar entre a fina flor é seguramente, o grande objectivo da Federação Angolana de Futebol.

Na primeira presença, a Selecção Nacional foi orientada pelo técnico Lito Vidigal, que colocou o país na final da prova, na altura defrontou a Tunísia, com quem perdeu. Cinco anos mais tarde, em 2016, os Palancas Negras sob o punho de José Kilamba regressaram ao “africano” disputado no Ruanda, mas com sorte diferente, pois, quedaram-se logo na primeira fase.

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