Jornal dos Desportos

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Opinio

Interclube est na UTI

30 de Junho, 2014
O Interclube, equipa afecta à Polícia Nacional, vai de mal a pior no Girabola. Em 16 jogos, o clube do Rocha Pinto averbou cinco vitórias, um empate e consentiu dez derrotas. Números que lhe garantem 16 pontos e a 12ª posição na tabela classificativa. É triste ver uma equipa que já venceu por duas vezes o Girabola (2007-Mozer- e 2010-Álvaro Magalhães) a arrastar-se.

Uma equipa sem eira nem beira e que, jornada após jornada, vai descendo na tabela classificativa. A equipa está doente. Tem "catolotolo" (chicungunha) e está internada nos cuidados intensivos do Hospital 22 de Junho, no Rocha Pinto. O seu médico assistente, Ilian Iliev, que veio da Bulgária de propósito para tratar da equipa, não consegue dar conta da medicação. A equipa continua na UTI e corre o risco de perder a vida, caso não se altere imediatamente a medicação. A equipa do Interclube goza de privilégios que muitas equipas procuram.

O dinheiro que a sustenta provém dos efectivos da Polícia. Comenta-se que todo o efectivo da Polícia Nacional, independente da sua cor clubista, desconta uma quantia do seu salário para a equipa do Rocha Pinto. Desconto esse que varia de acordo com a patente que ostenta. Junta-se a isto o facto de a equipa dispor de um campo próprio. Relvado de fazer inveja a outras equipas de gabarito, que têm de alugar campos para treinar e jogar, como, por exemplo, o 1º de Agosto e o Petro de Luanda, que possuem apenas campo para treinar.

Perante este privilégio, a falta de verbas para custear uma prova com as características do Girabola, não se coloca. Os salários estão em dia (dos treinadores, dos jogadores e demais pessoal administrativo). O porquê, então, de a equipa não render? Não mantém o prestígio que já conquistou no contexto futebolístico nacional? Enfim, uma série de questões às quais não nos compete dar resposta. A mudança constante de treinador pode estar por detrás de todo este insucesso. Regra geral, a equipa muda de técnico todos os anos. Este ano já vai no segundo.

O que começou a época, Mirsad Omerhoszil, foi "chicoteado" após dez jogos. Na 11ª jornada, foi o adjunto Luís Borges quem orientou a equipa. E fê-lo da melhor maneira, já que a equipa regressou da Huíla com os três pontos, depois de uma saborosa vitória diante do Desportivo da província (3-0). Depois desta vitória robusta, pensou-se que Luís Borges fosse elevado à categoria de técnico principal.

Puro engano, porque Alves Simões, o presidente do clube, mandou vir da Bulgária o técnico Ilian Iliev, que em cinco jogos saboreou outras tantas derrotas, duas delas em pleno 22 de Junho (1-3, com o Kabuscorp e 1-2, diante do Sagrada Esperança). O técnico ainda não venceu e muito menos empatou. Só perdeu. O 12º lugar que ocupa na tabela classificativa inspira muitos cuidados. Está apenas a dois lugares da zona da despromoção, situação que em nada se coaduna com aquilo que o Interclube já fez em prol do futebol nacional. Há que resolver esta situação a bem do clube. E quanto antes melhor.

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