Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Investir na formao

26 de Setembro, 2017
Nunca é demais falar de formação. Aliás, esta deve ser a palavra de ordem, nos próximos tempos, em todas as áreas. É a aposta contínua na formação do homem, que possibilita o reforço das instituições, e o consequente desenvolvimento do país. No caso particular do desporto, esta questão não deve ser vista de modo diferente. O trabalho que se faz em algumas instituições, com destaque para a Academia de Futebol de Angola (AFA) e clubes como 1º de Agosto e Petro de Luanda, só para citar estas, é um sinal inequívoco de que não existe outro caminho, se não apostar na formação como garantia para um futuro melhor para o desporto nacional.

Os resultados pouco abonatórios averbados, nas mais diversas modalidades, colocam-nos perante a premente necessidade de continuarmos a
investir seriamente na formação, cujos resultados vão indubitavelmente reflectir-se em enormes ganhos, para os clubes e as selecções nacionais.Sobre isso, pouca dúvida existe, pois, não há fórmula de ter jogadores de qualidade, competitivos, e clubes e selecções à altura dos compromissos continentais, e não só.

Se em tempos mais difíceis, quando o país ainda enfrentava a guerra, e quase todos os seus recursos eram para aí canalizados, havia mais e melhor formação, hoje, que as condições são melhores, e embora estejamos a viver em termos económicos e financeiros constrangimentos, como consequência da baixa do preço do petróleo no mercado internacional, deve haver mais e melhor formação.

Deve continuar a proibição de realização de jogos oficiais em campos pelados, a obrigação dos clubes terem escalões de formação nas principais modalidades (futebol, basquetebol e andebol), formação de dirigentes, árbitros e outros agentes, criação das melhores condições possíveis, enfim, todos os pressupostos que concorrem para o desenvolvimento do desporto no país.

Embora seja no futebol, onde mais se faz sentir a necessidade de um grande trabalho, e de uma aposta mais séria, a reflexão deve ser mais ampla, ou seja, estender as premissas a todas as modalidades, para o país se tornar numa potência continental, como defendeu certa vez o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e seja um facto.

É preciso, que os governantes e os dirigentes das Federações, Associações e clubes coloquem sobre a mesa a formação, como a prioridade das suas abordagens e debates, de modo a que se equacionem as melhores políticas, e se colham os melhores resultados do investimento nessa área, tão importante quanto imprescindível.

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