Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinião

Já no terreno

08 de Janeiro, 2018
Os Palancas Negras respiram desde ontem os ares de Marrocos, cenário da VI edição do Campeonato Africano das Nações que é reservado a jogadores que evoluem em campeonatos locais. Antes de rumar para Agadir, sede do Grupo D, a equipa observa uma pausa em Casablanca, onde marcou para terça-feira um amistoso com a congénere da Guiné Conacry.
O objectivo da equipa, às ordens de Srdjan Vasiljevic, consiste em reunir capital competitivo suficiente, ou seja, à altura de fazer face ao poderio dos adversários a defrontar, nomeadamente, Burkina Faso, Camarões e Congo na fase de grupos, e outros lá mais para frente, caso consiga a qualificação para os quartos -de -final. Daí, a importância de mais jogos de controlo, como de resto defendeu há dias, o técnico -adjunto Silvestre Pelé.
Em Luanda, a equipa teve cerca de três semanas de intenso trabalho, embora, marcado por contratempos relacionados com a renúncia de algumas unidades, com as quais o seleccionador nacional contava para esta empreitada. Entretanto, tudo ficou para trás e já não deve constar das contas que fazemos hoje, em obediência ao princípio de que os ausentes não fazem falta.
Oxalá, a equipa tenha conseguido, no campo de preparação, obter os níveis pretendidos para a empreitada. É certo, que o seleccionador foi indicado com um certo atraso, certamente que não superou os seus adversários de grupo, em termos de tempo de trabalho. Mas isto agora é irrelevante, pois, muitas vezes para o entrosamento de uma equipa não é tanto o tempo de trabalho que conta, mas os métodos a aplicar.
Por tudo isso, o país deve dar crédito à selecção ao invés de desatar em especulações do jeito \"não vai passar da primeira fase\". É certo, que a participação anterior desiludiu a muitos, mas como soe dizer-se, não há cenários iguais. Aliás, daquela selecção pouco ou nada se podia esperar, face às convulsões que antecederam a sua entrada em competição.
Desta vez, pode ser que as coisas resultem melhor, embora, saibamos de antemão que o sorteio não foi simpático para a nossa selecção. É claro que cruzar com os Camarões e o Burkina Faso não é lisonjeiro, são duas selecções que têm dado mostras de franca evolução a nível do futebol continental, a despeito do que exibem nas diferentes competições.
É evidente que a tratar-se do Chan, prova reservado a jogadores de disputas domésticas, dá-nos a primazia de equacionar algum desconto ao valor das selecções que aparecem nas qualificativas aos CAN e Mundiais, pois, não integram as unidades que evoluem nos diferentes campeonatos do mundo, que são os que emprestam mais vigor, raça e competitividade. Portanto, nada de receios. Vamos à competição com espírito de luta e de conquista.

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